quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Warcraft On-line

Não... não é o game para multidões mais famoso e "populoso" do mundo, onde há diversas raças, povos e tipos de batalhas e interações. Esse joguinho on-line e viciante é só um aperitivo deste universo, onde o grande objetivo é não deixar que os inimigos passem impunes pelo seu campo de batalha.

Para jogar, não há muito segredo. O importante é matar tudo o que se mexer por entre o caminho sinuoso. Para isso, é necessário colocar estrategicamente cada um dos tipos de armas nos melhores lugares afim de aproveitá-los ao máximo. Quando mais inimigos forem mortos, mais ouro se ganha para mais armas. Há outras, mais poderosas, que só podem ser liberadas quando a vitória sobre inimigo render madeira e... enfim, não há muita lógica em tentar achar explicações. É só colocar as coisinhas que atiram e ver o que acontece.

Está pronto? Clique aqui ou na imagem para se divertir com esse joguinho viciante.

domingo, 30 de agosto de 2009

Heróis

Enquanto começo a escrever esse texto sobre o filme Heróis, de 2009, estou me perguntando se mantenho o padrão do blog em sempre utilizar o título oficial em português ou se cometo um erro a menos do que a distribuidora aqui no Brasil e coloco o nome original. Bem... tomo essa decisão até o final do texto. Fato que é que esse filme, em uma primeira olhada no cartaz dos cinemas tupiniquins pode parecer algo que bebe da fonte de X-Men e até do seriado Heroes. Foi essa a comparação feita ao filme antes mesmo de ser lançado. Mas de fato, o que menos se vê na tela é esse super-heroismo. Se há alguma relação com Heroes, é exatamente por conseguir fazer o que a série ainda não conseguiu, ao inserir personagens com poderes extraordinários em um contexto de vida comum.

A premissa é um tanto simples, mas as reviravoltas no roteiro são bastante intensas. Basicamente, o filme fala de pessoas que foram utilizadas durante a segunda guerra mundial em experimentos para aumentar seu poder psíquico e, desta forma, se transformarem em super-soldados. Elas desenvolvem então algumas habilidades especiais, como localização de pessoas (chamados de Watchers), movimento de objetos (conhecidos como Movers), ou são capazes até de inserir pensamentos na cabeça de outras pessoas ("dom" dos Pushers). Após o fim da guerra, os Estados, e o filme se foca no governo norte-americano, continuam a monitorar essas pessoas na figura das Divisões. Na trama do longa, acompanhamos Nick Gant (Chris Evans), um Mover, que mais encarna o papel do verdadeiro loser americano, vivendo porcamente em Hong Kong, e Cassie Holmes (Dakota Fanning) uma jovem, porém experta Watcher, que se unem para encontrar Kira (Camilla Belle), uma Pusher que pode ser a chave de um evento com proporções gigantescas. E não são somente eles que a procuram. Há uma série de pessoas a buscando, dentre eles Henry Carver (Djimon Hounsou), também Pusher.

A trama é bastante complexa, com reviravoltas e surpresas o tempo todo. Há certos problemas no desenvolvimento do roteiro, o que acaba sendo até compreensível dado o tamanho de pequenos detalhes que ele precisa para funcionar. A direção é muito boa e compensa o baixo orçamento com muita técnica e uma certa dose de ousadia, visto que quebra com algumas convenções e ousa na decupagem e na ambientação. O filme é muito feliz nesta proposta e resulta em uma boa diversão, que acaba complicando demais a certa altura, até tornando a fita atrativa para um segundo olhar. Não faltam correrias, efeitos especiais (que parecem óbvios para a proposta, mas que são muito mais discretos mesmo se comparados a produções televisivas, como o já citado Heroes) e muitas surpresas. A forma como a trama consegue o seu desfecho é bastante interessante também, não sendo nem um pouco previsível.

De fato, é um filme bastante cativante. Não entra na lista dos grandes filmes do cinema mundial, mas consegue ser muito competente e surpreendente na sua proposta. Se tem suas referências - muito menores do que se esperava - em outras produções onde pessoas tem dons e poderes especiais, ele consegue encontrar o seu ponto de originalidade. E como eu havia dito antes, conseguiu inserir a discussão que Heroes ainda não emplacou: de fato, em terra de cego quem tem um olho é rei? Ou melhor, ter habilidades extraordinárias é realmente um dom ou uma maldição? A personagem Cassie consegue ver o seu futuro e sabe o que a espera. Mas no final das contas, ela só quer poder entrar em um túnel qualquer sem saber onde isso vai dar. Porque será que sempre queremos o contrário do que temos?

E quanto ao título da postagem, acho que pode ficar com o nome em português mesmo... Mas faço um menção honrosa ao título original, Push, que no contexto do longa faz muito mais sentido. Espero que um dia haja mais bom senso na escolha de versões nacionais de títulos assim. De heróis mesmo, os personagens não tem nada. Não é o fato de ter uma habilidade que faz o herói. Mas enfim...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A Proposta

Há pouco tempo falei aqui no PIS de um dos filmes ícone do sub-gênero comédia romântica da atual década, Como perder um homem em 10 dias. Falei sobre fórmulas, estruturas e situações que são quase que cânones que funcionam em qualquer situação. Em A Proposta, uma ótima surpresa para a já quarentona Sandra Bullock, sendo a sua melhor abertura nos Estados Unidos, todas as fórmulas testadas e esgotadas são mais uma vez colocadas a prova. E se há um gênero onde o que se espera e que se busca é o clichê, é a tal da comédia romântica. Bullock é especialista nesse tipo de filme e está cada vez mais a vontade. No cinema atual, não há atriz que se identifica tanto com o gênero quanto ela.

Na sinopse, bem simplificada, uma grande editora chamada Margaret Tate (Sandra Bullock) se vê prestes a ser deportada para o Canadá. Para se livrar do evento que poria fim a sua vitoriosa e bem-sucedida carreira, ela praticamente obriga seu secretário Andrew Paxton (Ryan Reynolds) a se casar com ela, única possibilidade legal para permanecer no país. O problema é que ele a odeia, exatamente por sua forma mandona e agressiva de comandar sua equipe. Só que para conquistar seus anseios profissionais, ele se vê realmente obrigado a seguir com o plano. Para isso, precisa convencer o agente de imigração que eles realmente são um casal e, no intuito de se conhecerem e passarem pela entrevista, vão "curtir" um final de semana juntos na casa dos pais dele, no Alasca. No final... bem, é claro que o final não é surpresa pra ninguém, já que gênero é gênero.

Está tudo lá, como deveria estar: um casal que nem em um milhão de anos ficaria junto por suas diferenças e rusgas, mas que por uma situação extraordinária se vê dividindo o mesmo quarto (com direito a ela dormir na cama e ele no chão), as situações constrangedoras com a família dele, suas tradições e suas manias, o embate mulher-independente-da-cidade-grande contra a cidadezinha pequena com esposas dedicadas, o início da paixão quando cada um começa a conhecer o outro na intimidade, e outros momentos clássicos que não podem ser contados porque estragam a surpresa (sic). Tudo bem encaixadinho em um roteiro que parece ter sido tirado de um arquivo em .doc chamado "modelo hollywoodiano para comédias românticas". e exatamente por isso, funciona muito bem, tem cenas bastante engraçadas, exatamente quando exploram situações de cena embaraçosas. A avó de Andrew rouba a cena quando aparece, não pela atriz ser talentosa ou não, mas porque o roteiro foi feito pra isso.

Ao menos, o filme ainda tem a vantagem de não ser adaptação de livro, videogame, HQ, brinquedo de parque ou qualquer outra coisa adaptada por aí. Não sei até quando se pode dizer que é um roteiro original, já que parece adaptado de uma tonelada de outros filmes similares, mas há um frescor no filme. Ambos os protagonistas tem um time muito bom para seus personagens e funcionam bem juntos. desta forma, Reynolds está definitivamente encontrando seu lugar no Star System e Bullock mostra que não de lá tão cedo. Assim, temos a certeza de sempre termos a chance de ir ao cinema para ver o final-feliz-com-beijo-e-aplausos quando quisermos fazer as pazes com a namorada.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Top Blogs - Selo oficial do Top 100 Cultura!

É isso aí, pessoal! Muito obrigado pela colaboração e pelo carinho ao votarem no blog. Com menos de um ano, é realmente gratificante ter esse apoio para que eu continue com esse trabalho. É com muito orgulho que posso exibir aqui o selo Top 100 Cultura do Top Blogs, votação que contou com mais de 52.000 blogs cadastrados em diversas categorias!

Muito obrigado!




terça-feira, 25 de agosto de 2009

Como perder um homem em 10 dias

Confesso que quando peguei o filme para rever esses dias, achei que ja teriam se passado mais de 10 anos desde o seu lançamento. Contudo, descobri que ele não é tão velho assim e, para minha surpresa, foi lançado somente em 2003, ano em que entrei na faculdade. Ótimo! Assim, não preciso dizer que essa crítica é praticamente um flashback. Ou poderia, mas enfim, como a estrutura e a sinopse de comédias românticas como essa não mudam há mais de um século (desde que o cinema é cinema!), a minha fala sobre o filme se torna universal e atemporal para qualquer outro filme do (sub) gênero.

Andy Anderson (Kate Hudson) é colunista de uma resvista feminina, daquelas que ficam dando dicas sobre tudo o que os editores acreditam ser o universo de uma mulher: roupas, sapatos, namorados, jóias, dietas, mais namorados, celebridades, etc. Sua coluna dá dicas de várias coisas, que vão desde 10 passos para emagrecer até 10 dias para... perder um homem! É com essa proposta que ela pretende mostrar que é uma boa jornalista para que, assim, tenha o direito de escrever sobre o que ela realmente gosta, relacionado com política, economia, história e coisas engajadas do tipo. Na busca por uma cobaia, ela encontra Benjamin (Matthew McConaughey), que por sua vez precisa ganhar a aposta que fez com o chefe de fazer uma mulher se apaixonar por ele em... 10 dias! A vitória no jogo lhe dará o direito de fazer a campanha publicitária na área de diamantes que lhe renderia muito mais dinheiro e prestígio do que roupas esportivas e artigos masculinos.

Enfim, o circo está armado para que cheguemos à estrutura básica da comédia romântica: o casal que não tem nada em comum, gerando situações constrangedoras para ambos, mas que no final... bem, o final todo mundo já sabe. Os clichês clássicos estão todos lá: a relação de cada um com os amigos, as dicas destes mesmos amigos que metem o bidelho na relação, a visita à casa da família de um deles, o cachorro dela que ele odeia, mas que ganha sua amizade, o clipe musical com cenas com ambos sorrindo que marca a passagem da briga para a paixão, etc. Necessariamente, os clichês não são ruins, como citado no texto sobre Halloween aqui mesmo no PIS. Desde que, destes clichês, partam situações interessantes e que tragam algo de novo, que comova e divirta o público e, nesse sentido, Como perder... não faz feio. As situações ridículas pelas quais os personagens passam, exageradas, são divertidas e provocam sim risos pela identificação. Que jogue a primeira pedra aquele que nunca viu um casal imaginando como que se pareceria um futuro filho. Olhos de quem? Boca de quem? Meus? Sua? Do seu pai? Coisas assim causam a aproximação e a empatia do espectador, que quando se sujeita a assistir um filme como esse, não espera nada além de divertimento, um discurso pseudo-comovente no meio da rua e um beijo de final feliz.

Se as atuações não são dignas de Oscar ou de Urso de Prata, os atores parecem estar bem a vontade nesse tipo de filme, que já consagrou tantas Sandras Bullocks e Hugh Grants por aí. Na sua proposta, muito bem amarrada com um roteiro montado em cima de uma armação já infalível, Como perder um homem em 10 dias é uma boa opção para esses dias frios, onde não tem nada melhor pra ver na TV e onde se quer só ficar embaixo das cobertas comendo pipoca e vendo um filminho velho. Mesmo que não seja tão velho assim...

sábado, 22 de agosto de 2009

Halloween - O Início

E o mundo de Hollywood segue com sua saga de refilmagens, adaptações, remakes, prelúdios, continuações e todo tipo de desculpa esfarrapada do mundo para reviver franquias cujo lucro parece garantido por seu público cativo já estabelecido. E a onda agora é reviver os grandes maníacos dos filmes de terror do final dos anos 70, início dos 90, cinematograficamente falando, até porque diegeticamente eles nunca morrem mesmo...

Halloween - O Início chega ao Brasil com dois anos de diferença de seu lançamento nos Estados Unidos. Assim, mesmo tendo sido produzido bem antes, chegou aqui depois de Sexta-Feira 13 (cuja crítica do PIS pode ser conferida aqui). E chegou com certa polêmica, já que, tal como as vítimas de Michael Myers, foi completamente retalhado para pegar uma censura mais baixa do país, perdendo cerca de 20 minutos da metragem original. E essa prática começa a se tornar recorrente, o que é péssimo para nós, público brasileiro, que estamos recebendo versões mais light de Brüno, Se Beber Não Case...

Voltando ao filme em si, que é uma espécie de prelúdio e refilmagem do original de 1978 (que levou Jamie Lee Curtis ao estrelato), vemos no começo da trama um jovem Michael e todos os estereótipos de uma vida traumática: tem uma familía desestruturada (mais clichê do que uma mãe striper, um padastro alcoólatra e uma irmã rebelde, impossível), colegas violentos na escola, problemas com comportamento... enfim, uma coleção de características daquelas que todos já vimos milhões de vezes na psicologia barata que se usa para se explicar comportamento violento no cinema. Neste ponto, o reboot de Sexta-Feira 13 foi muito mais feliz. Não tentou se explicar, ou explicar porque Jason faz o que faz... ele simplesmente é o Jason! Em Halloween, o começo é modorrento e se perde nesta construção do personagem. Os primeiros assassinatos são até bem construídos, mas acaba sendo pouco para causar interesse, empatia ou antipatia pelo loirinho que parece o mais novo dos Hansons (lembra deles?). Sua relação com o psiquiatra é também bastante morna e sua fuga é bastante pobre. Até que ele comece a matar de novo, é preciso estar firme para não cochilar.

O pior do filme é que toda a construção que se coloca no começo cai por terra quando ele volta a aterrorizar o seu bairro natal. Se ele mostra que se vingava daqueles que lhe faziam mal, acaba estripando pessoas quem nem conhecia, como os pais adotivos de sua irmã. Aliás, não fica muito claro o real motivo de sua busca pela única pessoa viva de sua família destruída por ele mesmo. Se era a intenção, ótimo, mas não vi motivo para sua busca por ela. Carinho? Vingança? Fraternidade? Nada disso fica claro em seu comportamento. É como se ela fosse um motivo bem arranjado para que o filme se focasse na antiga vizinhança de Myers.

No contar dos pontos, Halloween não faz jus ao original, e nem mesmo às continuações, bem inferiores. Se não fosse pela publicidade de ser a refilmagem de um dos maiores clássicos do gênero, passaria despercebido por muita gente, porque não apresenta nada de novo, e se perde nos clichês e nas regras estabelecidas para o gênero. Não que partir do clichê seja ruim por si só, visto que o já citado Sexta-Feira 13 foi muito bem exatamente por reestabelecer as regras desse sub-gênero e colocar seu próprio estilo na tela. Patinar no clichê e sequer conseguir aplicá-lo é que é ruim.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Luta Comigo! Episódio 4 - Enfim...

Pois é... talvez nem mesmo Ken imaginaria que teria a sua tão sonhada batalha com Ryu. E ele não parece afim de ser derrotado. Lutará com todas as suas forças para mostrar quem é o verdadeiro e único campeão de Street Figther...

Para quem está perdido, esse é mais um episódio da série Luta Comigo!, a qual estou criando ao utilizar a ferramenta GoAnimate, indicação do grande parceiro da blogosfera Lucaimura, do Luca BD. Se está ficando bom, eu não sei... mas certamente estou me divertindo muito passando o tempo criando histórias e utilizando os ótimos recursos que essa ferramenta proporciona.

Enfim... assista, e não tenha receio de postar nos comentários o que achou, além de dar dicas, sugestões e críticas para os próximos episódios.

GoAnimate.com: Luta Comigo! Ep. 04 - Enfim... by montanaro


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