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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Superman & Batman - Inimigos Públicos

Não houve tanto alarde assim com o lançamento dessa nova animação da DC (que nesse momento ainda era DC Comics e que agora, com a reestruturação da empresa pelo grupo Warner, passou a se chamar DC Entertainment). Ainda assim, o média-metragem é um trabalho que deve deixar os fãs dos dois maiores personagens da empresa bastante ligados, mesmo não sendo o melhor trabalho a reunir esses personagens. Aliás, está longe disso. Ao tentar fazer um produto para os iniciados e, ao mesmo tempo para os leigos, a DC realmente perde a mão, nivela por baixo e mostra ambos sem nenhum apelo com o seu público cativo, não acrescentando nada de bom e, ao contrário, fazendo caricatura de si mesmos em um fiapo de trama muito mal amarrado que serve mesmo é de motivo para bastante ação e batalhas intensas entre os dois e todo o resto.

A história é baseada no arco de mesmo nome desenvolvido por Jeph Loeb e desenhado por Ed McGuinness e trata da eleição de Lex Luthor para presidente dos Estados Unidos depois de uma séria crise econômica e social e das ações deste para conseguir voltar a opinião pública contra os super-heróis que não trabalharem para ele, dentre eles, obviamente, Superman e Batman. Para tanto, utiliza a desculpa que um asteróide totalmente feito de Criptonita que está vindo em direção à Terra estaria alterando a mente do Homem de Aço, tornando-o violento e perigoso, assumindo para si e para sua inteligência e arrogância a responsabilidade de deter o fim do planeta. Cabe então à dupla, agora com a cabeça a prêmio, conseguir deter de fato o asteróide, desmascarar Luthor e, de quebra, se livrar de todo tipo de herói ou vilão que os persegue.

A trama é bastante primária. Ainda que construída em cima de tudo o que já faz parte do imaginário coletivo sobre todos esses personagens, a impressão é que parece razo demais. Batman é o cabeça da dupla e Superman são os músculos bem-humorados. Simples assim! Além do fato de o Homem-Morcego parecer ser tão invulnerável quanto o seu parceiro, já que aguenta todo tipo de tranco com a mesma invunerabilidade física do cara que coloca a cueca por cima da calça. Além disso, fiquei com a sensação que esse povo é completamente lesado na cabeça. Depois de tudo o que ambos fizeram, será que ninguém ficou desconfiado que Luthor não é o cara bacana que está pregando ser e que o Superman não é um vilão? Quantas vezes mais vão utilizar esse tipo de artifício para colocar os fracos e indefesos contra o super-herói? Para finalizar, um desfecho completamente descabido e que renega tudo o que fora construído. A solução surge assim, do nada, no melhor estilo Deus Ex Machina e no final tudo fica bem. Até pareceria spoiler dizer que o final é feliz, mas em se tratando de uma história de Clark Kent e Bruce Waine, não acho que seja uma surpresa.

O que acaba importando mesmo é o quebra-pau. Se a grande crítica acerca do último longa nos cinemas dirigido por Bryan Singer, Superman - O Retorno, foi a falta de inimigos e de porrada entre o protagonista e qualquer outro saco de pancadas, essa animação está recheada delas, algumas bem interessantes, como a luta contra o Capitão Marvel, ou mesmo a batalha final. Alguns personagens da mitologia da DC acabam morrendo, outros aparecem só para bater cartão e alguns até fazem pontas maiores, como a Poderosa e Metallo. Tecnicamente, a animação obviamente mostra ser um produto para o mercado doméstico e, nesse escopo, não compromete, ainda que seja um traço bastante simples. Mas a sensação que fica é que poderia se esperar algo um pouco mais trabalhado narrativamente do que o que foi apresentado.

Enfim, Superman & Batman - Inimigos Públicos é divertido e, principalmente para os fãs do universo DC, está lotado de personagens e referências bacanas. Passa o tempo bem, mas não acrescenta em nada à mitologia de todos os personagens envolvidos, além de correr o risco de mostrar uma visão distorcida do que é cada um deles. Afinal, para quem realmente não acompanha os quadrinhos, pode ficar a sensação que o Homem-de-Aço não é nada mais do que um monte de músculos, bom moço, e bobalhão. E que o Batman tem algum poder a mais do que deveria ter um humano comum. E não é bem assim. É uma pena que a Warner e a DC não pensem da mesma forma...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Adaptações de tudo o que é linguagem...

Não é de hoje que o cinema bebe na fonte de outras linguagens. Nosferatu (1922), o grande referencial dos filmes de terror, já era baseado em um romance. Outros se seguiram assim, seja no cinema clássico americano, seja em outras escolas pelo mundo. O tema está tão em voga na atualidade exatamente pelo número crescente de filmes adaptados que chegam às salas de projeção mundo afora. A ponto de ficarmos surpresos quando filmes como os de Tarantino terem um roteiro original que partiu de uma idéia apenas. E as perspectivas não são diferentes para um futuro próximo: a cada dia, são anunciadas inúmeras adaptações, principalmente de quadrinhos, mas também de videogames e livros. Dos personagens mais famosos do mundo das HQs, todos já tem os seus filmes ou estes estão em produção. O mesmo para franquias literárias, chegando ao ponto de se anunciarem adaptações de livros que sequer foram lançados ou mesmo escritos. Outras de jogos de tabuleiro sem aparentemente narrativa, como Batalha Naval e Banco Imoliliário, também estão em produção. Os estúdios Disney adaptou recentemente alguns das atrações de seus parques temáticos, como Piratas do Caribe e Mansão Mal-Assombrada. E nesta conta adicionamos desenhos animados, seriados já extintos, linhas de birnquedos, etc.

Se isso tudo é ruim para a sétima arte, é difícil avaliar. É uma tendência de mercado. iniciar uma produção já contando com os fãs que os personagens ou escritores conquistaram faz bem para os cofres dos estúdios. Afinal, que criança que leu ou ouviu falar dos livros de Harry Potter não ficaria curiosa em ver aquelas histórias materializadas? Ou mesmo adultos que acompanham seus quadrinhos há anos e tem a possibilidade de ver aqui recriado com realismo e contado, durante 2 horas, em imagens, sons e tudo o que o cinema tem de recursos técnicos, tecnológicos e de linguagem? São poucos os que ignoram sua história favorita contada de uma outra forma. Mesmo que as críticas sejam ruins. Aliás, um ponto muito importante nesta questão é a qualidade. E, para mim, há duas formas de se avaliar qualidade destes filmes: a qualidade cinematográfica e a qualidade da adaptação. Sim, porque ambas são vistas de forma diferente.

A qualidade cinematográfica, esta analisada pelos críticos cabeções que assistiram milhares de filmes e conhecem as teorias fundamentais do cinema, sua linguagem e história, avalia o ritmo da narrativa, seus elementos, como fotografia, cenários e composições, atuações, trilha sonora, bem como o conteúdo e a forma como a estória é contada. É análise do filme como um filme. E infelizmente muitas das adaptações produzidas na história do cinema são filmes ruins, mal construídos, onde o ritmo e a linguagem do cinema são absolutamente mal ou sub-utilizados. Outras são absolutamente felizes, transpondo no cinema emoção, crítica e todos os sentimentos que um espectador busca quando paga seu ingresso.

Já a qualidade da adaptação é um pouco mais complexa de se avaliar. Geralmente, é resultado da comparação entre o filme e a obra original e é aí que se acontece a maioria dos equívocos na análise. "O livro é melhor" ou "O filme mudou o final e ficou uma porcaria" ou ainda "faltou aquele momento X que era importantíssimo" ou comparações assim são terríveis, injustas e infundadas. Como se pode esperar que em um filme de no máximo três horas estejam contidos todos os eventos narrados em um livro que se demora dias ou semanas para se terminar de ler? Ou como se pode esperar que um filme conte a origem fiel de um super-herói dos quadrinhos que tem 80 anos de história contada e recontada de maneiras tão diferentes e até contrárias umas das outras? E, o que é o mais sério: como comparar duas linguagens tão diferentes entre si entre o que é melhor ou pior? É o mesmo que comparar o que é melhor: uma zebra ou uma baleia? Quais os critérios para se avaliar se o livro é melhor que o filme ou vice-versa? Ou que o jogo é melhor do que a sua adaptação para o cinema? É possível se ter a mesma sensação de jogar Doom e ver o filme Doom? Claro que não... é esse o grande problema na avaliação da qualidade de uma adaptação. Ao invés disso, creio que seja importante olhar para o quão bom ou instigante é ver o filme, ou não. Não se compara os objetos, mas sim a percepção. Os filmes de Resident Evil trazem consigo a experiência do medo que os jogos proporcionam? A magia e a fantasia dos livros de Harry Potter estão lá em toda sua magnitude nos filmes? A adrenalina dos desenhos de Transformers pode ser experimentada em seus filmes? O questionamento das HQs de Watchmen também é carregado pela adaptação? Muda-se o foco do objeto para o espectador. Liberta-se o filme da carga de ser a representação do livro em si. Se fosse assim, o livro seria o próprio roteiro, o que é impraticável.

Será que a partir dessas palavras, podemos ver nossas avaliações de filmes, séries ou games adaptados com outros olhos? Refletir nossa relação com as adaptações é fundamental para que possamos aproveitá-las ou não. Se ao menos pensarmos sobre o assunto, já será um grande passo.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Faça você mesmo tirinhas do Garfield!

Essa é uma dica que eu encontrei no blog do parceirão Lucaimura, Luca BD, um ótimo canto para se encontrar encontrar informações e textos sobre o que eles, do outro lado do oceano, costumam chamar de "banda desenhada". Aliás, para encontrar um pequeno tutorial passo-a-passo para criar a sua história, acesse o post que o Lucaimura fez a respeito.

Tirinha feita por mim quando encontrei o site pela primeira vez

No site Comic Creator, pode-se criar tirinhas do gato mais famoso do mundo dos quadrinhos utilizando alguns ítens lá disponibilizados. Ainda que um tanto quanto limitado, como destacou o Luca em sua postagem, é possível criar situações divertidas, ou mesmo sérias, em três quadrinhos, como tradicionalmente se encontra nos jornais e nas histórias clássicas do personagem. Ainda que falte muita coisa básica, como algum padrão de Garfield sério, é um ótimo exercício de criatividade.

terça-feira, 24 de março de 2009

Faça seu próprio super-herói

Pois é! a maioria dos grandes super-heróis que estamos vendo por aí já tem mais de 50 anos de idade. Já nos acostumamos com seus uniformes, com seus poderes, com suas armas, com seus vilões... Não seria ótimo se pudéssemos criar novos personagens, e a partir deles criar novas histórias? Não é tão raro assim encontrar sites onde se pode criar um super-herói. Posto aqui um que me interessou bastante e tem possibilidades para se perder um ótimos minutos criando, recriando, fazendo algo sério ou criando os personagens mais esdrúxulos possíveis. Neste post, posto um dos muitos personagens que criei.

Para quem quiser criar o seu próprio, acesse http://cpbintegrated.com/theherofactory/. É bem simples e fácil para criar o personagem e ainda é possível salvá-lo em uma página de HQ, tal como esse do lado. O melhor mesmo é, depois de fazer um certinho, até parecido conosco (quem nunca imaginou se fazendo enquanto herói?) é criar novos personagens explorando as possibilidades de cabelos, roupas e cores.

Fica a dica.

sábado, 22 de novembro de 2008

Mortal Kombat vs DC Universe


Mais um capítulo nesta história de mais de 16 anos acaba de ser escrito. Mortal Kombat vs DC Universe é o novo jogo de uma das séries de jogos de luta mais longevas da história dos video-games. E parece trazer os elementos de sua origem para um combate entre universos com os heróis e vilões imortalizados nos quadrinhos pela DC Comics.

Iniciada em 1992, a série Mortal Kombat completa seus onze episódios, sem contar edições comemorativas ou especiais, como Mortal Kombat Trilogy. Surgiu com uma premissa interessante e polêmica de trazer mais veracidade e violência aos jogos de luta. Violência essa evidenciada não só pelos litros de sangue jorrando do
oponente, mas principalmente pelos famosos "finish moves" ou, mais especificamente, os "fatalities", que permitem que o vencedor da batalha finalize a luta matando, das formas mais diversas possíveis, o adversário derrotado. Desde então, a franquia desenvolveu diversos capítulos, bem como foi transposto para cinema, quadrinhos e seriados animados para TV e segue arrastando uma legião de fãs pelo mundo todo. Para saber mais do enredo do jogo, cuja mitologia criada é absolutamente rica, visite aqui a página da franquia na Wikipedia.

Neste novo episódio, já abusando da tecnologia dos novos consoles Playstation 3 e X-Box 360, Mortal Kombat traz, para enfrentar os guerreiros do universo da DC para salvar o próprio, guerreiros oriundos dos primeiros jogos da franquia. Estão de volta, basicamente, os grandes personagens que ficaram imortalizados em Mortal Kombat e Mortal Kombat II, tais como Liu Kang, Scorpion, Sub-Zero e Shang Tsung. Já a DC, da mesma forma vem com seus principais heróis e alguns dos vilões que acabaram ficando mais famosos e queridos pelos fãs de HQ do que tantos outros criados pela gigante americana. Fazem parte da lista os eternos Superman, Batman, Coringa e Lex Luthor.

Segue abaixo não o trailer, mas sim um clipe, que obviamente os fãs do game criariam assim que as primeiras versões do game saissem das lojas para postarem no YouTube, com os movimentos mais adorados pelos fãs da franquia, os fatalities de cada personagem do game. Lembrando que os heróis da DC, por motivos óbvios, não matam seus adversários e, por isso, tem o que se chama Heroic Brutality. Excelent!


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Acompanhe o trailer oficial de Watchmen!

Uma das adaptações de quadrinhos mais esperadas de todos os tempos, "Watchmen" acaba de divulgar o seu trailer oficial com exclusividade no site brasileiro de entretenimento "Omelete". Escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons, a HQ foi lançada originalmente em 1985 e se tornou um fenômeno entre os leitores. Definitivamente, Watchmen não é uma história de super-heróis tradicional, inclusive sendo considerada uma crítica metalingüística dos momentos ápice das HQs da primeira metade do século.
A adaptação para o cinema está causando muito movimento no circuito nerd do mundo inteiro. Alguns estão empolgados com o filme - e as críticas de veículos que já viram uma prévia corrobora com essa animação -, outros estão com receio da mudanças e concessões feitas para a linguagem e público de cinema... Resta somente esperar e estréia mundial em 9 de março de 2009 para saber se o filme também será um marco na história das adaptações de HQs para o cinema ou se só contará como mais uma nas incontáveis transposições dos últimos anos.

Veja abaixo então o trailer, devidamente legendado. Novamente, destaco que os créditos são todos do site Omelete, veículo onde a cobertura da adaptação está sendo completa e bastante recheada de imagens, vídeos e notícias da produção.


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