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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Audiovisual Educativo: brevíssimo panorama no Brasil

Tal como toda a história do cinema brasileiro, sempre houve muita dificuldade financeira e política no que tange a produção de filmes e quaisquer produtos audiovisuais educativos no Brasil. Iniciativas públicas, tais como a criação, em 1936, do INCE – Instituto Nacional de Cinema Educativo, encabeçado por Edgar Roquette-Pinto e Humberto Mauro; a fundação da TV Cultura/Fundação Padre Anchieta, ou mesmo privadas, como o Canal Futura, são experiências isoladas e que constantemente sofrem com a falta de infra-estrutura ou mesmo apoio político. Ainda assim, o Brasil teve, ao longo do último século, uma produção respeitável de bons filmes e programas de TV educativos, ou mesmo didáticos, dos quais alguns foram premiados em diversos eventos pelo mundo. Contudo, outras iniciativas fazem parte desta história, como a criação de rádios educativas nos anos 1930 no Rio de Janeiro e em São Paulo, ou os diversos canais de televisão universitários espalhados por país, com pequeno alcance. Se pensarmos ainda nos primórdios do cinema, os primeiros filmes produzidos eram, em essência, documentais e tinham um intuito informativo. Muitos deles foram feitos, inclusive, para congressos científicos para demonstração de experiências, cirurgias, etc. Por uma certa perspectiva, portanto, já seriam o começo do cinema educativo, com uma linguagem própria que busca comunicar, informar e transmitir conhecimento.


Castelo Rá-Tim-Bum - TV Cultura - Década de 1990

Nos dias atuais, as inovações tecnológicas se tornaram primordiais em todo o setor audiovisual. Televisão, vídeo e cinema digitais, jogos eletrônicos, mídias interativas, internet... Tudo, de alguma forma, influencia diretamente na produção e no consumo de imagens e sons. Filmes inteiros podem ser baixados em poucos minutos em qualquer computador caseiro, muitos dos quais sem ter sequer estreado nas salas tradicionais de cinema. Mídias pirateadas são vendidas a preço de banana em qualquer esquina e a indústria fonográfica, televisiva e cinematográfica estão passando por sérias mudanças para conseguirem sobreviver. Ao mesmo tempo, o acesso a informações e materiais antes inalcansáveis está sendo alterado. Não mais uma minoria, mas um público muito maior tem condições de assistir a um filme raríssimo, ouvir uma música cujo CD não foi lançado em seu país ou ainda ler um livro esgotado.

No que tange a educação, as mídias digitais possibilitam uma gama extraordinária de recursos didático-educativos, tais como animações, músicas, livros falados, vídeos, jogos e hipertextos. A linguagem para tais recursos sofre, obviamente, alterações e recriações que buscam "dar conta" de todas as suas possibilidades. Todavia, a linguagem do cinema é a base absoluta de qualquer variação midiática. Pode ser, inclusive, relida de uma forma antes não explorada.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Primeira postagem - O Start Inicial! (sim.. estou brincando)

É isso aí! Demorou, mas estou começando a gostar desta idéia de criar um blog. Aqui pretendo falar de cinema, de televisão, e toda e qualquer forma de audiovisual eu eu conseguir enxergar.

Creio que tentar abarcar uma infinidade de assuntos ligados e misturados à imagem e ao som pode ser uma experiência única, já que é um campo infinitamente explorável. Muito já foi escrito sobre cinema. Nem tanto foi escrito sobre televisão, jogos ou mídias digitais, ainda que a produção de material teórico para esses campos esteja aumentando vertiginosamente. O motivo para escrever mais um blog sobre o assunto é a minha vontade de participar ativamente na construção desta carga teórica. E o blog "Pensando Imagem e Som", cujo nome é inspirado no curso de Bacharelado em Imagem e Som na Universidade Federal de São Carlos, onde sou formado e atualmente estou me mestrando, é o canal de divulgação dos pensamentos fervilhantes que passam pela minha cabeça. Se distribuição e exibição são grandes desafios para o audiovisual brasileiro, então que comecemos a tratá-lo também com a produção pensante.

Portanto, eu, Paulo Roberto Montanaro, ciente e consciente de minhas atribuições e funções com os milhares de fãs que esse blog um dia, certamente, terá, assumo o comando deste barco. "E lá vamos nós", como diria a bruxa de um famigerado episódio do Pica-Pau
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