sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Era do Gelo 3 está chegando...

Pois é... está chegando o momento da estréia do terceiro "A Era do Gelo", dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, que também dirigiu o segundo e co-dirigiu o primeiro. Esta franquia é uma das mais bem sucedidas do seguimento da animação e, nesta versão que será lançada em 3D, promete manter o padrão, como os trailers e cenas divulgadas prometem. Até mesmo a premissa de misturar os nossos personagens aos dinossauros, questionada quanto ao óbvio fato deles não terem co-existido, parece ter uma explicação bastante convincente, na diegese do longa. A estréia está longe ainda, mas segue a divulgação. Se "Monstros vs Alienígenas" se mosttou uma grata surpresa, esperemos bastante também desta nova aventura pré-histórica.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BBB 9 - Pela primeira vez, um jogador confesso ganha o jogo

Essa não é a primeira vez que falo desta edição do Big Brother Brasil, reality show produzido e transmitido pela Rede Globo de Televisão e que, neste ano, completou a sua nona edição. Também não será a primeira, e pelo promessa de novas edições, não será a última vez que falo aqui sobre a tal da macaquização a que os tais participantes se submetem em busca de votos, admiração, torcida e audiência para si. Definitivamente, a cada nova evolução, o programa mostra o quanto as pessoas precisam produzir um personagem cuja função é angariar simpatizantes.

Na final transmitida nesta última terça-feira, 07 de abril, três meses após o primeiro programa que apresentou os competidores, ocorreu um detalhe que até então não havia ocorido. Se o tal show se propõe como um jogo, onde o vencedor recebe um prêmio milionário, é a primeira vez que um competidor que se assumiu enquanto tal consegue vencer. Em um misto de hipocrisia e inocência, o público em outras edições condenava, sistematicamente, todos aqueles que assumiam estar jogando. No futebol, show pelo qual eu tenho mais apreço, seria o mesmo que dizer que o melhor jogador é aquele que entrou em campo só para brincar e o pior é aquele que joga sério, compenetrado e focado no seu objetivo. Estranha a antítese.

De certa forma, o público fiel do tal BBB acaba por amadurecer. Se não é um programa culto, reflexivo, artisticamente planejado, até porque nunca se propôs a tal, o Big Brother não é mais o show de horrores e de estereótipos de outrora. Não é mais um programa onde o único objetivo é... não ter objetivo, a não ser ficar lá. A produção do programa também teve que amadurecer. Provas e missões que exigem mais dos participantes, reviravoltas no jogo que o torna menos previsível e outras artimanhas criadas, primeiro para angariar audiência, acabaram por transformar o confinamento puro e simples em um jogo maior, de raciocínio, resistência e frieza. Se continua sendo um zoológico, acaba sendo uma jaula onde pode-se observar os macacos competindo de verdade pela banana maior.

Ah, e antes que eu me esqueça, o tal jogador que jogou, disse que estava jogando e ganhou o jogo é o tal do Max. Mas no final, isso é o que menos importa, não é mesmo?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Monstros vs Alienígenas e a Tecnologia 3D da Dreamworks

Estamos próximos da estréia de um dos marcos da aplicação da nova tecnologia 3D nos cinemas. O filme Monstros vs Alienígenas, da Dreamworks, promete apresentar a tecnologia própria da empresa para esse sistema de exibição cinematográfica, tal como outras produtoras. A intenção é dar um passo a frente não só na experiência de se ver um filme em três dimensões, cujas experiências já existem há mais de 50 anos. A exemplo de Coraline, os produtores prometem um filme onde a terceira dimensão não é somente um recurso de imersão e diversão, mas também, e principalmente, narrativo. Então, fiquem com o trailer e, na época de sua estréia, que se aproxima, falaremos um pouco mais se essas intenções se materializam no filme.

terça-feira, 24 de março de 2009

Faça seu próprio super-herói

Pois é! a maioria dos grandes super-heróis que estamos vendo por aí já tem mais de 50 anos de idade. Já nos acostumamos com seus uniformes, com seus poderes, com suas armas, com seus vilões... Não seria ótimo se pudéssemos criar novos personagens, e a partir deles criar novas histórias? Não é tão raro assim encontrar sites onde se pode criar um super-herói. Posto aqui um que me interessou bastante e tem possibilidades para se perder um ótimos minutos criando, recriando, fazendo algo sério ou criando os personagens mais esdrúxulos possíveis. Neste post, posto um dos muitos personagens que criei.

Para quem quiser criar o seu próprio, acesse http://cpbintegrated.com/theherofactory/. É bem simples e fácil para criar o personagem e ainda é possível salvá-lo em uma página de HQ, tal como esse do lado. O melhor mesmo é, depois de fazer um certinho, até parecido conosco (quem nunca imaginou se fazendo enquanto herói?) é criar novos personagens explorando as possibilidades de cabelos, roupas e cores.

Fica a dica.

A Odisséia do Cinema Educativo no Brasil

"A Odisséia do cinema educativo", quinto capítulo do livro "Telas que Ensinam", de Pfromm Neto, se propõe a fazer um breve panorama histórico do cinema educativo no mundo, com um olhar especial para o que foi feito no Brasil desde a chegada do aparato audiovisual às terras tupiniquins.
Lembrando que o cinema surgiu no final do século IXX - pelo menos, oficialmente, já que há indícios e discordâncias sobre a tal exibição inaugural no Grand Café - tem-se então mais de um século de história de cinema, esta sempre ligada intrinsecamente à educação. A grande maioria dos filmes produzidos no início do século XX, ainda em curta-metragem (na sua maioria, menores dos que os padrões do formato hoje) tinham uma natureza documental. Desde vistas de lugares importantes e famosos, até registros de famílias influentes e outros notáveis, como artistas e esportistas em geral, esses filmes podem ser considerados os precursores do cinema educativo, já que tinham como objetivo a informação que, em um sentido mais amplo, é um objetivo do que se entende por educativo. Já nestas primeiras décadas, a aplicação do cinema enquanto instrumento de educação nas escolas já era debatido em congressos e encontros de educadores.

No Brasil, ainda que não haja registro da utilização destes vídeos nas escolas em seus primeiros anos, em 1910 nasce a filmoteca do Museu Nacional na capital federal. Aos poucos, o acervo brasileiro de fitas documentais, sobretudo tendo como tema a cultura nacional, como filmagens de rituais indígenas por exemplo, foi aumentando e, em 1929, o cinema educativo foi instituido nas escolas primárias do Rio de Janeiro, com a aquisição de projetores cinematográficos. Em seguida, já no ano de 1936, surgiu o INCE - Instituto Nacional de Cinema Educativo, iniciativa do governo federal, na figura do então ministro da educação, Gustavo Capanema, e do antropólogo Edgar Roquette-Pinto, diretor do instituto nos 10 primeiros anos. Também fez parte do quadro do INCE o cineasta Humberto Mauro, um dos mais renomados diretores do cinema brasileiro daquele momento. O instituto foi responsável pela produção de cerca de 350 filmes, sendo que destes mais de dois terços com a participação direta de Mauro, seja na produção ou na direção.

Já na segunda metade do século, houve um grande destaque para a difusão das filmotecas e cinematecas, sobretudo de filmes em 16mm, e a proliferação de projetores em escolas. Ainda que bastante restritos ao sudeste, sobretudo a então capital federal Rio de Janeiro, era grande o número de aparelhos de reprodução cinematrográfica em escolas, e a produção relativamente abundante de filmes, principalmente pelo INCE, ajudaram a aumentar o acervo e distribuir o cinema como forma de educação. Através de parcerias com instituições privadas, já nos anos 60, alguns orgãos estatais de cinema educativo também foram grandes responsáveis por esse aumento, sendo responsáveis pela tradução e adaptação de filmes produzidos em outros países, sobretudo os Estados Unidos. Com a expansão da televisão no país, nos anos 70, houve um grande impacto na produção, distribuição e exibição do cinema educativo no Brasil, tal como acontecera também com o cinema comercial. Ao mesmo tempo que a TV parecia tomar o lugar do cinema na preferência das pessoas, foi também uma grande ferramenta de divulgação dos filmes educativos produzidos, até pelo seu alcance ser ainda maior do que o cinema poderia imaginar. Um dos grandes destaques neste quesito é a Fundação Padre Anchieta, que originou a TV Cultura de São Paulo. Além da exibição de muitos dos filmes produzidos pelo Brasil ou traduzidos dos que vieram de outros países, também atuou nos anos 70 como uma distribuidora do cinema educativo, aumentando assim o alcance destes, que antes estavam bem restritos ao sudeste brasileiro. A TV, assim, se torna uma concorrente direta do cinema, ao mesmo tempo que é também uma facilitadora da sua divulgação.


Vila Sésamo

Os anos 80 e 90 não foram tão marcantes e produtivos no que consta sobre o cinema e, a essas alturas, o audiovisual educativo no Brasil. Muitos dos institutos, tais como o INCE e o SRAV foram abandonados e dissolvidos por mandos e desmandos políticos. As filmotecas e cinematecas sobreviveram com grande esforço e sacrifício de poucos homens, sem o apoio estatal de outrora. A produção televisiva, bastante impulsionada na década anterior acaba sofrendo do mesmo mal e, exatamente pelo caráter público, sofre dos mesmos males do cinema. Assim, pouco se produziu nestas duas décadas, se comparadas às anteriores. Exemplos como a tradução de Vila Sésamo nos anos 70 e 80, e a produção do Castelo Rá-Tim-Bum nos anos 90 se tornaram mais raros, sendo que o cinema educativo quase que se extinguiu por completo, e o que sobrou eram os velhos filmes dos anos 50 e 60, preservados pelas poucas filmotecas citadas anteriormente.
Pode-se concluir, desta forma, que o cinema educativo teve sua história pautada pela história do cinema comercial brasileiro. Em suas várias crises e alguns ápices, o cinema brasileiro como um todo sofreu com inconstâncias políticas e financeiras e sempre teve que se apoiar no estado. Quando este faltou, o cinema não conseguiu se auto-sustentar e, em alguns casos, jamais conseguiu se recuperar. Hoje, o cinema educativo brasileiro se resume aos (poucos) filmes conservados nos acervos que sobraram e a produção audiovisual educativa sobrevive por outras mídias, como a cada vez mais forte televisão e as chamadas mídias digitais, calcadas nas novas tecnologias, como discos, internet e dispositivos móveis.

Estudos realizados por Hoban Jr. e van Ormer nos anos 50 obtiveram conclusões interessantes sobre a aplicação do cinema na educação. Entre algumas destas conclusões, pode-se destacar que é possível aprender através de filmes, de forma rápida, clara e duradoura e que estes mesmos filmes, estimulando outras atividades de aprendizagem, podem substituir um professor médio, ou mesmo um excelente professor. Também chegaram à conclusão que cada filme pode ser recebido de maneiras diferentes por pessoas diferentes, variando conforme idade, sexo, classe social, etc. Pode-se entender que a comparação feita pelos pesquisadores entre filmes e professores é extremamente ilustrativa, já que é muito complicado afirmar que a ação do professor e de um filme é a mesma. Essa visão seria válida em uma concepção onde o professor é o puro tranmissor de conhecimentos e verdades pré-estabelecidas e que, assim, um filme informativo também poderia realizar esse papel. De uma forma geral, pode-se extrair desta pesquisa, a se relevar a sua datação e todos os pré-conceitos dos quais está contaminada, que o sistema educacional avalia que, de certo modo, a utilização do cinema em sala de aula, desde que bem planejada e executada, pode ajudar no desenvolvimento educacional de crianças, jovens e adultos.

A comunidade científica se utilizou muito do aparato do cinema para registro de pesquisas e descobertas, bem como divulgação de seus trabalhos em congressos, encontros e mesmo na difusão do conhecimento. Um grande exemplo disso foi a comunidade médica, que buscou no registro cinematográfico uma forma de demonstração de procedimentos cirúrgicos, sintomas de doenças raras e divulgação de curas e tratamentos. O próprio INCE produziu vários destes trabalhos, sendo o primeiro dos filmes produzidos pelo instituto um curta chamado “Lição de Taxidermia”, importante para a divulgação científica na área biológica. Também pelo INCE, foram produzidos filmes de outras áreas acadêmicas, tais como astronomia, história do Brasil e botânica, alguns dos quais exibidos e premiados em festivais do gênero educativo pelo mundo.

Desta forma, enfim, pode-se atestar que a produção cinematográfica com fins educativos no Brasil sempre esteve ligada ao apoio estatal, com mais ou menos intensidade e intervenção. Os grande destaques documentados pela história, tais como o INCE para o cinema e a TV Cultura, para a televisão, são iniciativas públicas, sustentadas por entusiastas e com relativo sucesso na sua produção e distribuição. A utilização do meio audiovisual na educação não data de hoje, nem de alguns anos atrás. Está na gênese do cinema, ou mesmo antes de sua inauguração oficial, e ambos tem suas histórias sempre entrelaçadas. Cabe a produtores, pedagogos, pesquisadores e todos os envolvidos no processo educacional e de produção audiovisual buscar o diálogo e a interação para que esta relação continue se estreitando, afim de que audiovisual e educação busquem juntos aperfeiçoar aquilo que vem construindo há muito tempo.

PFROMM NETTO, Samuel. A odisséia do cinema educativo. In: _________. Telas que ensinam: mídia e aprendizagem: do cinema ao computador. São Paulo: Alínea, 2001.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Resident Evil - Degeneração

Resident Evil: Degeneration (Japão - 2008)

Há algum tempo, mais precisamente em meados de 2007, li algumas notícias que davam conta de um filme de animação, produzida pela Sony e pela Capcom, baseado em um dos maiores sucessos dos video-games: Resident Evil. E o melhor é que, extamente por serem outros os responsáveis, fiquei muito interessado em ver o resultado desta empreitada, ainda que havia me decepcionado muito quando a Square se aventurou a realizar um longa nesta mesma lógica de Final Fantasy. No final de 2008, sai o filme, e já está nas locadoras brazucas, batizado de Resident Evil - Degeneração, estampando os rostos conhecidos de Leon Kennedy e Claire Redfield como protagonistas. Enfim, um filme que se mostrava fiel à mitologia criada pelos jogos da série, que se iniciou ainda no Playstation 1 no meio dos anos 1990.

Completamente diferente da questionável trilogia de Paul Anderson, que fracassou miseravelmente ao transpor os jogos para filmes live-action, Degeneração surpreende pela semelhança com os games que arrastam até hoje milhares de seguidores, tanto no visual, quanto na estrutura. Pode-se sentir, principalmente nos primeiros minutos, que se está dentro do jogo, ou que aquelas cenas são cinemáticos que logo acabarão e que o expectador vai precisar pegar o joystick e tomar o controle da situação! Ainda que seja um extase completo para fãs do gênero, a fita está muito aquém, no sentido técnico, das animações de Pixar e Dreamworks, por exemplo. A técnica de captura de movimentos não chega nem perto do que foi feito em Beowulf, e os movimentos, em alguns momentos, estão longe de serem naturais. Somando isso à pouca expressividade das personagens, que por vezes parecem bonecos da série Max Steel, a naturalidade e a imersão ficam bastante comprometidas.

Já a narrativa, para os fãs dos jogos, ou mesmo deste gênero cinematográfico, é bastante copnfortável. É simples, mas bastante redonda e fechada em si, o que torna o filme bastante consistente. Os personagens principais já são conhecidos, o que ajuda o desenvolver da trama, já que não é necessário apresentá-los. Mesmo que se conte com expectadores que não conhecem os jogos, ou mesmo que Claire e Leon amadureceram desde suas últimas aventuras nos consoles, de forma geral, os personagens nos parecem mais íntimos. Aqueles que se juntam a eles no caminho da ação assumem os estereótipos, ainda que com algumas surpresas, o que não chega a incomodar. As cenas de ação são bem trabalhadas, como é de praxe na franquia, fazendo com que os problemas sejam minimizados e a diversão esteja garantida.

Enfim, não chega a ser um filme indispensável para todos, já que aqueles que não conhecem o jogo vão sentir, de certa forma, que está faltando algo. Para aqueles que debulham os dedos e são aficionados em encontrar mais uma caixa de munição desde o incidente na Mansão de Racoon City até a eliminação da cidade, o filme é um lugar comum e confortável. Aliás, para muitos resgata os bons tempos onde os zumbis ainda eram as estrelas. Se não é um clássico da sétima arte, certamente honra a tradição da franquia. Muito mais do que aqueles sacrilégios estrelados por Mila Jovovich...




Ficha Técnica

Direção: Makoto Kamiya
Roteiro: Shotaro Suga
Gênero: Animação
Duração: 97 min.
Estúdio: Capcom Company
Produção: Hiroyuki Kobayashi
Música: Tetsuya Takahashi

terça-feira, 3 de março de 2009

Virtuose

Abro espaço aqui para postagem de um vídeo-exercício realizado por alunos, na época, do curso de Imagem e Som na UFSCar. Entre eles, eu. Um vídeo sobre relacinamentos em tempos de tecnologia, eu diria. O mais curioso é que, na época, 72 fãs era um absurdo em um certo site de relacionamentos... e hj quem não tem esse número é um grande perdedor.



Créditos novamente para o Felipe Bernardi, que além de tido a idéia original, também produziu, sonorizou e postou o vídeo no nosso queridíssimo YouTube.

Ficha Técnica:

Título: Virtuose
Ano de produção: 2005
Direção: Paulo Montanaro
Produção: Felipe Bernardi
Edição: Gustavo Galembeck
Roteiro: Ana Paula Norte
Fotografia: Diogo "Diesel" Fujiwara
Arte: Ana Paula Norte
Som: Felipe Bernardi
Música Original: Os Figurantes

Com: Vinícus Paceka, Mariana Tiemi, Clara Canedo e grande elenco.
Agradecimentos: O Mazza, aniversariante da festa e a todos os convidados.
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