sábado, 22 de novembro de 2008

Mortal Kombat vs DC Universe


Mais um capítulo nesta história de mais de 16 anos acaba de ser escrito. Mortal Kombat vs DC Universe é o novo jogo de uma das séries de jogos de luta mais longevas da história dos video-games. E parece trazer os elementos de sua origem para um combate entre universos com os heróis e vilões imortalizados nos quadrinhos pela DC Comics.

Iniciada em 1992, a série Mortal Kombat completa seus onze episódios, sem contar edições comemorativas ou especiais, como Mortal Kombat Trilogy. Surgiu com uma premissa interessante e polêmica de trazer mais veracidade e violência aos jogos de luta. Violência essa evidenciada não só pelos litros de sangue jorrando do
oponente, mas principalmente pelos famosos "finish moves" ou, mais especificamente, os "fatalities", que permitem que o vencedor da batalha finalize a luta matando, das formas mais diversas possíveis, o adversário derrotado. Desde então, a franquia desenvolveu diversos capítulos, bem como foi transposto para cinema, quadrinhos e seriados animados para TV e segue arrastando uma legião de fãs pelo mundo todo. Para saber mais do enredo do jogo, cuja mitologia criada é absolutamente rica, visite aqui a página da franquia na Wikipedia.

Neste novo episódio, já abusando da tecnologia dos novos consoles Playstation 3 e X-Box 360, Mortal Kombat traz, para enfrentar os guerreiros do universo da DC para salvar o próprio, guerreiros oriundos dos primeiros jogos da franquia. Estão de volta, basicamente, os grandes personagens que ficaram imortalizados em Mortal Kombat e Mortal Kombat II, tais como Liu Kang, Scorpion, Sub-Zero e Shang Tsung. Já a DC, da mesma forma vem com seus principais heróis e alguns dos vilões que acabaram ficando mais famosos e queridos pelos fãs de HQ do que tantos outros criados pela gigante americana. Fazem parte da lista os eternos Superman, Batman, Coringa e Lex Luthor.

Segue abaixo não o trailer, mas sim um clipe, que obviamente os fãs do game criariam assim que as primeiras versões do game saissem das lojas para postarem no YouTube, com os movimentos mais adorados pelos fãs da franquia, os fatalities de cada personagem do game. Lembrando que os heróis da DC, por motivos óbvios, não matam seus adversários e, por isso, tem o que se chama Heroic Brutality. Excelent!


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

XII SOCINE - Brasília 2008

Aconteceu, entre os dias 15 e 19 de outubro deste 2008, o XII Encontro Anual da Sociedade Brasileira de Cinema e Audiovisual - SOCINE. Tive a oportunidade de estar presente ao evento para acompanhar as mesas e debates, bem como apresentar um trabalho sobre Humberto Mauro e o cinema educativo do INCE em um contexto de nacionalismos e questionamentos do que se pretendia cinema brasileiro.



Foi um evento bastante interessante, não só por ser o maior momento brasileiro de discussão e afloramento de pensamentos sobre o cinema, como também por poder conhecer estudiosos e teóricos do país inteiro, trocar experiências e conhecer um pouco mais deste universo acadêmico bastante respeitado no país e no mundo. Ainda que eu tenha algumas reservas sobre alguns aspectos desse evento, como a dificuldade de teóricos da comunicação em se comunicarem, ou os outros campos do audiovisual que não o grande cinema um tanto quanto periféricos no encontro, foi uma experiência única e, certamente, algo que quero repetir. A respeito, escrevi um texto para a RUA - Revista Unversitária do Audiovisual, que pode ser acessado aqui - SOCINE: A convergência dos estudos em audiovisual (mas nem tanto) - , problematizando um pouco mais essas questões de comunicabilidade e a separação entre o cinema e o audiovisual.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Eu no OmeleTV!

Passou-se algum tempo, mas eu não poderia deixar de comentar aqui. O pessoal do site Omelete - Érico Borgo e Marcelo Forlani - responderam, em uma das edições do OmeleTV (videocast do site) um e-mail que enviei comentando sobre alguns problemas nas adaptações dos quadrinhos para o cinema, entre outros. Agradeço aqui pelos comentários e pela opinião de vocês. Segue abaixo o trecho onde o e-mail é lido pela Aline Rosa e comentado pelos dois representantes do mundo nerd.



Aproveitando a deixa, ainda acredito que está por vir aquele que vai trazer toda a experiência dos grandes jogos de video-game para o cinema. Talvez porque a grande sacada de um jogo seja exatamente a participação ativa na narrativa, ainda que esta participação seja, na verdade, limitada pelo próprio realizador do game. Ainda falta ao cinema, ou a quem o faz, conseguir transpor para a telona a sensação de isolamento e solidão de um Resident Evil ou a adrenalina de Doom. Se Ari Arad, como comentaram Borgo e Forlani vai começar essa revolução no cinema adaptado de jogos, vamos ver. Os quadrinhos esperaram muitas décadas para que a tecnologia e a narrativa cinematográfica conseguissem realizar boas adaptações. Quanto tempo os games terão de esperar?

Para assistir a mais edições do OmeleTV, acesse o site do Omelete aqui, ou procure pela palavra no Youtube. Pessoal do site: Valew e abraços!

Acompanhe o trailer oficial de Watchmen!

Uma das adaptações de quadrinhos mais esperadas de todos os tempos, "Watchmen" acaba de divulgar o seu trailer oficial com exclusividade no site brasileiro de entretenimento "Omelete". Escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons, a HQ foi lançada originalmente em 1985 e se tornou um fenômeno entre os leitores. Definitivamente, Watchmen não é uma história de super-heróis tradicional, inclusive sendo considerada uma crítica metalingüística dos momentos ápice das HQs da primeira metade do século.
A adaptação para o cinema está causando muito movimento no circuito nerd do mundo inteiro. Alguns estão empolgados com o filme - e as críticas de veículos que já viram uma prévia corrobora com essa animação -, outros estão com receio da mudanças e concessões feitas para a linguagem e público de cinema... Resta somente esperar e estréia mundial em 9 de março de 2009 para saber se o filme também será um marco na história das adaptações de HQs para o cinema ou se só contará como mais uma nas incontáveis transposições dos últimos anos.

Veja abaixo então o trailer, devidamente legendado. Novamente, destaco que os créditos são todos do site Omelete, veículo onde a cobertura da adaptação está sendo completa e bastante recheada de imagens, vídeos e notícias da produção.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Jogos Mortais ou A Cela?

Confesso que não sou muito fã da série "Jogos Mortais", iniciada em 2004 com o título original "Saw" nos Estados Unidos. Mas sou completamente aficcionado por jogos no estilo "resolva o quebra-cabeças", principalmente os chamados "Survivor Horror", tais como Resident Evil, Silent Hill e outros do gênero. Assim, com a indicação de um amigo, o Felipe Bernardi, pude jogar esse joguinho abaixo on-line, divertido e interessante. Não sei se é parte da divulgação do quinto episódio da série de longa-metragens de JigSaw, já que este mesmo site tem alguns episódios de uma série de episódios curtos chamado "The Cell". Mas que a voz do telefone parece com a dos filmes, isso parece. Alguém tem mais informações? Segue abaixo o jogo. Divirta-se...


http://thecell.tv/game

[Atualizado] Mancada minha: a indicação desse jogo foi feita pelo grande parceiro Felipe Bernardi, que parece ser um grande expert em encontrar esses joguinhos viciantes pela internet. Valew, Felipão! [Atualizado]

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

E está chegando a hora de Lost voltar...

Pois é... no começo de 2009, a 5ª temporada de Lost promete mostrar a jornada dos chamados "Oceanic 6" para fazer o caminho inverso do que parecia ser o objetivo final do seriado. Desde o último episódio da terceira temporada soubemos que sim, alguns deles sairam da ilha. A quarta mostrou como eles fizeram isso e um pouco do que fizeram desde então. Tudo isso para chegar a conclusão de que eles deveriam voltar.


Video promocional da 5ª Temporada de Lost

O mais intrigante de tudo isso é que, no final das contas, sair da ilha não era o ponto fundamental da série, nem o doutor Jack é o centro do seriado. Aliás, percebemos que o ponto central, ou posso até dizer que a verdadeira protagonista não é nada menos do que a própria ilha. Aguardemos então os próximos episódios. E para saber dia-a-dia mais detalhes de como andam as informações, gravações e movimentações pelos lados ho Hawaii, acesse o blog do grande Carlos Alexandre Lost in Lost.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Júlio Bressane em poucas palavras

Muito já foi escrito sobre a trajetória do cineasta brasileiro que fez parte do movimento que se convencionou chamar de “marginal” e que até hoje é referência no Brasil e no mundo quando se fala em cinema de conteúdo, ou em outras palavras, do “cinema pensante”. Contudo, vale ressaltar sua carreira de rara regularidade no Brasil, produzindo mais de vinte e cinco longas-metragens rodados não só no país, mas tbm em outros países nos tempos de ditadura.
Trabalha sempre com orçamentos apertadíssimos (e poderia ser de outra forma?) e com roteiros complexos e, assim, sempre ficou distante dos grandes públicos, acostumados com a linguagem didática do cinema clássico hollywoodiano que domina o mercado de exibição em salas de cinema e até mesmo na televisão aberta no país. Filmes como "Matou a Família e foi ao Cinema" (1969), "Tabu" (1982) e "Dias de Nietzsche em Turim" (2001) são marcos de sua cinemagrafia polêmica e controversa, mesmo dentre a crítica especializada. Seu último filme, por exemplo, ao mesmo tempo que foi vaiado por parte do público em alguns festivais, ganhou prêmios e indicações das mais importantes do meio.


Cleópatra, longa-metragem de 2008


Também escreveu bem, leve, sobre diversos assuntos. Alguns dos seus textos estão reunidos em pequenas edições como "Alguns", Fotodrama" e "Cinemancia". Sempre com um olhar bem particular sobre seus motivos, o que ele deixa bem claro em seus textos ao usar a primeira pessoa e dar ênfase que tudo é a opinião dele, seus escritos são fiéis aos ideais que trascreve em seu cinema. Tal como este, aquele é absolutamente ermético.
Certamente, sua obra não foi feita para agradar, mas sim para instigar, provocar, desafiar. Conquistou respeito por meio de suas obras, que lhe deram um público pequeno, mas fiel, e uma visibilidade como a poucos cineastas brasileiros. Júlio Bressane busca, assim, não divertir, mas significar.
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