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segunda-feira, 1 de junho de 2009

The Big Bang Theory - o final da segunda temporada

Com algumas semaninhas de atraso, publico hoje uma pequena análise desta segunda temporada de The Big Bang Treory, sitcom já comentada aqui no PIS e que, de imediato, causa um grande interesse, sobretudo na comunidade nerd de todo o mundo. E já que dia 25 foi o tão festejado Dia do Orgulho Nerd*, nada mais justo do que, com um pouquinho de atraso, falar deste ótimo seriado, que descompromissado com a grandiosidade de Lost, Heroes ou outras, traz em sua simplicidade de linguagem um ótimo atrativo.

De início, a primeira temporada havia deixado um ótimo plot, que foi o tão esperado encontro entre Leonard e Penny, que se revelou um grande fracasso no início da segunda temporada, talvez até porque além da insegurança de Leonard em não se achar tão "cool" como ele acha que Penny esperava que ele fosse, Penny também estava insegura por não se sentir no mesmo nível intelectual de Leonard. E talvez esteja aí a grande "antagonice" para que os dois não fiquem juntos, ainda que várias vezes tenha pintado o clima.

Parece até que Penny, aos poucos, vai se adaptando ao mundo dele e de todos os outros e, ainda que timidamente, está se tornando parte deste mundo. Exemplos disso não faltam, como por exemplo quando ela reproduz o trecho que o Sheldon lhe fala sobre o gato na caixa, ou quando se vicia em Age of Conan, quando joga paintball ou até quando vai à loja de quadrinhos... E toda a idéia que tínhamos no início de o seriado ser a tentativa dos quatro amigos de se adaptarem ao mundo real se inverte. É Penny quem está se adaptando.

Esta segunda temporada teve alguns deslizes da produção, como fatos que acontecem em uma semana e, na seguinte, parece não ter existido nunca. Um dos pontos mais falhos para mim foi o fato de Leonard ter namorado por alguns episódios seguidos com uma médica, relação esta que teve até um episódio para tratar basicamente do quanto estava ficando sério, e de uma hora para outra ela some, sem nenhuma explicação, como se ele nunca a tivesse conhecido. Obviamente, quanto menos os episódios conterem explicações do passado, mais fácil será de exibi-los novamente em ordem aleatória, mas realmente é um buraco para quem o acompanha cronologicamente. Outra que apareceu e sumiu sem maiores explicações foi a vizinha de cima, que se mostrava uma das maiores antagonistas de Penny. Claro que é um problema menor perto das grandes vantagens do seriado, mas como tudo que é bom sempre tem algum ponto a melhorar, vamos aqui cornetando.

Pontos bacanas também merecem destaque, como as participações especiais de personagens que deveriam voltar, como a mãe de Leonard. Aliás, a família dos protagonistas é sempre um show a parte, como os sempre presentes pais de Raj no computador, ou a voz hilária da mãe do Howard, personagem dos mais interessantes, mesmo nunca tendo aparecido fisicamente na série. O dono da loja de quadrinhos sempre parece interessante por se mostrar mais inocente que os demais e Leslie sempre é uma incógnita e a única fraqueza de Sheldon. Outra participação interessante e absolutamente nerd foi a presença de Summer Glau, como ela mesma, em um episódio. Para quem não assiste ao recentemente extinto seriado, ela é a exterminadora Cameron de Terminator: The Sarah Connor Chronicles e que causa rebuliço nos nossos nerds. Enfim, personagens interessantes e que acrescentam bastante.

Enfim, uma ótima temporada, mais extensa que a primeira, ainda que o Season Finale dela tenha sido um pouco mais fraca e com um plot menos interessante. e no final da primeira temporada ficamos curiosos para saber como seria a relação de Penny e Leonard, na segunda soubemos que cada vez mais ela está envolvida com ele, sem demonstrar, mas que quando eles voltarem da expedição ao pólo norte, tudo estará da mesma forma. A não ser que haja alguma supresa aí. De qualquer forma, foi uma temporada muito interessante e equilibrada. Tomara que TBBT tenha vida longa, visto que a terceira temporada já está confirmada.

*Dia 25 de maio de 1977 foi o dia de estréia de Star Wars - Uma Nova Esperança, e foi escolhido então para se comemorar o Dia do Orgulho Nerd

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

The Big Bang Theory

Certamente, The Big Bang Theory (ou TBBT para os íntimos) não é um seriado original da sua essência. Tudo o que já vimos antes está lá: um grupo de amigos, onde dois dividem um apartamento, ambiente principal da série; outros cujas casas aparecem de vez em quando; uma vizinha no apartamento em frente; problemas de um condomínio; situações constrangedoras; amores e relacionamentos desastrados pela incopetência por lhe dar com as diferenças... está tudo lá, do jeitinho que outros seriados já estabeleceram, como o sempre memorável Friends. O que diferencia TBBT é, definitivamente, os personagens geniais, em todos os sentidos.

Antes, para os que ainda não viram nenhum episódio, a tradicional sinopse: dois amigos, Sheldon Cooper (Jim Parsons) e Leonard Hofstadter (Johnny Galecki), ambos físicos teóricos e nerds assumidos dividem um apartamento e vivem suas vidas distantes do mundo real. Seu círculo social resume-se à universidade onde trabalham e todas as relações acadêmicas provindas disso e seus outros dois únicos amigos, Rajesh Koothrappali, ou Raj (Kunal Nayyar), um indiano que não consegue falar com mulheres, ou mesmo com homens na presença de uma mulher e Howard Wolowitz (Simon Helberg), um judeu cuja tara o torna ainda menos sociável com outras pessoas "normais" e que tem problemas no grupo por ser "somente" mestre, e não doutor como os demais. Assim, a vida deles se resume à trabalho e jogos on-line, seriados como Batlestar Gallatica e idiossincrasias do tipo. A mudança de Penny (Kaley Cuoco) para o aparatamento em frente, uma pseudo-atriz loira que trabalha em uma lanchonete, para o apartamento em frente ao de Leonard e Sheldon transforma completamente a rotina desses quatro amigos, de modos diferentes, e os coloca em situações desconcertantes que, mesmo com um QI elevadíssimo e sendo gênios em seus mundinhos, eles não estão preparados para lhe dar. Disso resultam situações cômicas e impagáveis, onde eles buscam se adequar às convenções sociais das quais nunca fizeram parte, como festas, bebidas e relacionamentos amorosos.

The Big Bang Theory, como dito anteriormente, se destaca por se concentrar nas personagens. Cada particularidade da construção deles é estremamente minuciosa, ainda que por vezes estereotipada e, de uma forma brilhante, mostra variações do pacotão onde se colocam todos aqueles que se consideram nerds. Os quatro amigos são completamente diferentes entre si, ainda que compartilhem do amor por Star Wars, tenham lido a última HQ de Superman ou ainda estejam no mesmo nível de evolução em Age of Conan. Eles se completam, inclusive na inabilidade de se relacionar com o mundo "normal". Todos eles, a seu modo, não conseguem, ou não tem interesse, de se relacionarem com Penny, o elemento-motor que escancara a cada um deles o quanto seu QI ou seu desenvolvimento científico de nada ajuda no momento de simplesmente convidar a moça para um encontro. Somados aos cinco, outros personagens cativantes também roubam a cena em alguns momentos, como Leslie Winkle (Sara Gilbert) e sua rivalidade com Sheldon, e a enigmática mãe de Howard, de quem só se conhece a voz em seus berros com o pobre menino de 27 anos. Participações como a da irmã de Sheldon e da mãe de Leonard, bem como os vários namorados e amigos de Penny dão um toque especial a esse amálgama de pessoas tão diferentes.

Se você gosta da série, ou ficou curioso em conhecer, pegue logo o seu laptop, encomende seu frango com tangerina, sente-se no lugar perfeito do sofá e aproveite desta série que, despretenciosamente, tem se mostrado uma das melhores surpresas dos últimos anos da TV americana.


Cena de abertura de um dos episódios da primeira temporada: Na minha visão, uma das cenas mais hilárias da história da televisão
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