terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

The Big Bang Theory

Certamente, The Big Bang Theory (ou TBBT para os íntimos) não é um seriado original da sua essência. Tudo o que já vimos antes está lá: um grupo de amigos, onde dois dividem um apartamento, ambiente principal da série; outros cujas casas aparecem de vez em quando; uma vizinha no apartamento em frente; problemas de um condomínio; situações constrangedoras; amores e relacionamentos desastrados pela incopetência por lhe dar com as diferenças... está tudo lá, do jeitinho que outros seriados já estabeleceram, como o sempre memorável Friends. O que diferencia TBBT é, definitivamente, os personagens geniais, em todos os sentidos.

Antes, para os que ainda não viram nenhum episódio, a tradicional sinopse: dois amigos, Sheldon Cooper (Jim Parsons) e Leonard Hofstadter (Johnny Galecki), ambos físicos teóricos e nerds assumidos dividem um apartamento e vivem suas vidas distantes do mundo real. Seu círculo social resume-se à universidade onde trabalham e todas as relações acadêmicas provindas disso e seus outros dois únicos amigos, Rajesh Koothrappali, ou Raj (Kunal Nayyar), um indiano que não consegue falar com mulheres, ou mesmo com homens na presença de uma mulher e Howard Wolowitz (Simon Helberg), um judeu cuja tara o torna ainda menos sociável com outras pessoas "normais" e que tem problemas no grupo por ser "somente" mestre, e não doutor como os demais. Assim, a vida deles se resume à trabalho e jogos on-line, seriados como Batlestar Gallatica e idiossincrasias do tipo. A mudança de Penny (Kaley Cuoco) para o aparatamento em frente, uma pseudo-atriz loira que trabalha em uma lanchonete, para o apartamento em frente ao de Leonard e Sheldon transforma completamente a rotina desses quatro amigos, de modos diferentes, e os coloca em situações desconcertantes que, mesmo com um QI elevadíssimo e sendo gênios em seus mundinhos, eles não estão preparados para lhe dar. Disso resultam situações cômicas e impagáveis, onde eles buscam se adequar às convenções sociais das quais nunca fizeram parte, como festas, bebidas e relacionamentos amorosos.

The Big Bang Theory, como dito anteriormente, se destaca por se concentrar nas personagens. Cada particularidade da construção deles é estremamente minuciosa, ainda que por vezes estereotipada e, de uma forma brilhante, mostra variações do pacotão onde se colocam todos aqueles que se consideram nerds. Os quatro amigos são completamente diferentes entre si, ainda que compartilhem do amor por Star Wars, tenham lido a última HQ de Superman ou ainda estejam no mesmo nível de evolução em Age of Conan. Eles se completam, inclusive na inabilidade de se relacionar com o mundo "normal". Todos eles, a seu modo, não conseguem, ou não tem interesse, de se relacionarem com Penny, o elemento-motor que escancara a cada um deles o quanto seu QI ou seu desenvolvimento científico de nada ajuda no momento de simplesmente convidar a moça para um encontro. Somados aos cinco, outros personagens cativantes também roubam a cena em alguns momentos, como Leslie Winkle (Sara Gilbert) e sua rivalidade com Sheldon, e a enigmática mãe de Howard, de quem só se conhece a voz em seus berros com o pobre menino de 27 anos. Participações como a da irmã de Sheldon e da mãe de Leonard, bem como os vários namorados e amigos de Penny dão um toque especial a esse amálgama de pessoas tão diferentes.

Se você gosta da série, ou ficou curioso em conhecer, pegue logo o seu laptop, encomende seu frango com tangerina, sente-se no lugar perfeito do sofá e aproveite desta série que, despretenciosamente, tem se mostrado uma das melhores surpresas dos últimos anos da TV americana.


Cena de abertura de um dos episódios da primeira temporada: Na minha visão, uma das cenas mais hilárias da história da televisão
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