Pois é! a maioria dos grandes super-heróis que estamos vendo por aí já tem mais de 50 anos de idade. Já nos acostumamos com seus uniformes, com seus poderes, com suas armas, com seus vilões... Não seria ótimo se pudéssemos criar novos personagens, e a partir deles criar novas histórias? Não é tão raro assim encontrar sites onde se pode criar um super-herói. Posto aqui um que me interessou bastante e tem possibilidades para se perder um ótimos minutos criando, recriando, fazendo algo sério ou criando os personagens mais esdrúxulos possíveis. Neste post, posto um dos muitos personagens que criei.
Para quem quiser criar o seu próprio, acesse http://cpbintegrated.com/theherofactory/. É bem simples e fácil para criar o personagem e ainda é possível salvá-lo em uma página de HQ, tal como esse do lado. O melhor mesmo é, depois de fazer um certinho, até parecido conosco (quem nunca imaginou se fazendo enquanto herói?) é criar novos personagens explorando as possibilidades de cabelos, roupas e cores.
"A Odisséia do cinema educativo", quinto capítulo do livro "Telas que Ensinam", de Pfromm Neto, se propõe a fazer um breve panorama histórico do cinema educativo no mundo, com um olhar especial para o que foi feito no Brasil desde a chegada do aparato audiovisual às terras tupiniquins. Lembrando que o cinema surgiu no final do século IXX - pelo menos, oficialmente, já que há indícios e discordâncias sobre a tal exibição inaugural no Grand Café - tem-se então mais de um século de história de cinema, esta sempre ligada intrinsecamente à educação. A grande maioria dos filmes produzidos no início do século XX, ainda em curta-metragem (na sua maioria, menores dos que os padrões do formato hoje) tinham uma natureza documental. Desde vistas de lugares importantes e famosos, até registros de famílias influentes e outros notáveis, como artistas e esportistas em geral, esses filmes podem ser considerados os precursores do cinema educativo, já que tinham como objetivo a informação que, em um sentido mais amplo, é um objetivo do que se entende por educativo. Já nestas primeiras décadas, a aplicação do cinema enquanto instrumento de educação nas escolas já era debatido em congressos e encontros de educadores.
No Brasil, ainda que não haja registro da utilização destes vídeos nas escolas em seus primeiros anos, em 1910 nasce a filmoteca do Museu Nacional na capital federal. Aos poucos, o acervo brasileiro de fitas documentais, sobretudo tendo como tema a cultura nacional, como filmagens de rituais indígenas por exemplo, foi aumentando e, em 1929, o cinema educativo foi instituido nas escolas primárias do Rio de Janeiro, com a aquisição de projetores cinematográficos. Em seguida, já no ano de 1936, surgiu o INCE - Instituto Nacional de Cinema Educativo, iniciativa do governo federal, na figura do então ministro da educação, Gustavo Capanema, e do antropólogo Edgar Roquette-Pinto, diretor do instituto nos 10 primeiros anos. Também fez parte do quadro do INCE o cineasta Humberto Mauro, um dos mais renomados diretores do cinema brasileiro daquele momento. O instituto foi responsável pela produção de cerca de 350 filmes, sendo que destes mais de dois terços com a participação direta de Mauro, seja na produção ou na direção.
Já na segunda metade do século, houve um grande destaque para a difusão das filmotecas e cinematecas, sobretudo de filmes em 16mm, e a proliferação de projetores em escolas. Ainda que bastante restritos ao sudeste, sobretudo a então capital federal Rio de Janeiro, era grande o número de aparelhos de reprodução cinematrográfica em escolas, e a produção relativamente abundante de filmes, principalmente pelo INCE, ajudaram a aumentar o acervo e distribuir o cinema como forma de educação. Através de parcerias com instituições privadas, já nos anos 60, alguns orgãos estatais de cinema educativo também foram grandes responsáveis por esse aumento, sendo responsáveis pela tradução e adaptação de filmes produzidos em outros países, sobretudo os Estados Unidos. Com a expansão da televisão no país, nos anos 70, houve um grande impacto na produção, distribuição e exibição do cinema educativo no Brasil, tal como acontecera também com o cinema comercial. Ao mesmo tempo que a TV parecia tomar o lugar do cinema na preferência das pessoas, foi também uma grande ferramenta de divulgação dos filmes educativos produzidos, até pelo seu alcance ser ainda maior do que o cinema poderia imaginar. Um dos grandes destaques neste quesito é a Fundação Padre Anchieta, que originou a TV Cultura de São Paulo. Além da exibição de muitos dos filmes produzidos pelo Brasil ou traduzidos dos que vieram de outros países, também atuou nos anos 70 como uma distribuidora do cinema educativo, aumentando assim o alcance destes, que antes estavam bem restritos ao sudeste brasileiro. A TV, assim, se torna uma concorrente direta do cinema, ao mesmo tempo que é também uma facilitadora da sua divulgação.
Vila Sésamo
Os anos 80 e 90 não foram tão marcantes e produtivos no que consta sobre o cinema e, a essas alturas, o audiovisual educativo no Brasil. Muitos dos institutos, tais como o INCE e o SRAV foram abandonados e dissolvidos por mandos e desmandos políticos. As filmotecas e cinematecas sobreviveram com grande esforço e sacrifício de poucos homens, sem o apoio estatal de outrora. A produção televisiva, bastante impulsionada na década anterior acaba sofrendo do mesmo mal e, exatamente pelo caráter público, sofre dos mesmos males do cinema. Assim, pouco se produziu nestas duas décadas, se comparadas às anteriores. Exemplos como a tradução de Vila Sésamo nos anos 70 e 80, e a produção do Castelo Rá-Tim-Bum nos anos 90 se tornaram mais raros, sendo que o cinema educativo quase que se extinguiu por completo, e o que sobrou eram os velhos filmes dos anos 50 e 60, preservados pelas poucas filmotecas citadas anteriormente. Pode-se concluir, desta forma, que o cinema educativo teve sua história pautada pela história do cinema comercial brasileiro. Em suas várias crises e alguns ápices, o cinema brasileiro como um todo sofreu com inconstâncias políticas e financeiras e sempre teve que se apoiar no estado. Quando este faltou, o cinema não conseguiu se auto-sustentar e, em alguns casos, jamais conseguiu se recuperar. Hoje, o cinema educativo brasileiro se resume aos (poucos) filmes conservados nos acervos que sobraram e a produção audiovisual educativa sobrevive por outras mídias, como a cada vez mais forte televisão e as chamadas mídias digitais, calcadas nas novas tecnologias, como discos, internet e dispositivos móveis.
Estudos realizados por Hoban Jr. e van Ormer nos anos 50 obtiveram conclusões interessantes sobre a aplicação do cinema na educação. Entre algumas destas conclusões, pode-se destacar que é possível aprender através de filmes, de forma rápida, clara e duradoura e que estes mesmos filmes, estimulando outras atividades de aprendizagem, podem substituir um professor médio, ou mesmo um excelente professor. Também chegaram à conclusão que cada filme pode ser recebido de maneiras diferentes por pessoas diferentes, variando conforme idade, sexo, classe social, etc. Pode-se entender que a comparação feita pelos pesquisadores entre filmes e professores é extremamente ilustrativa, já que é muito complicado afirmar que a ação do professor e de um filme é a mesma. Essa visão seria válida em uma concepção onde o professor é o puro tranmissor de conhecimentos e verdades pré-estabelecidas e que, assim, um filme informativo também poderia realizar esse papel. De uma forma geral, pode-se extrair desta pesquisa, a se relevar a sua datação e todos os pré-conceitos dos quais está contaminada, que o sistema educacional avalia que, de certo modo, a utilização do cinema em sala de aula, desde que bem planejada e executada, pode ajudar no desenvolvimento educacional de crianças, jovens e adultos.
A comunidade científica se utilizou muito do aparato do cinema para registro de pesquisas e descobertas, bem como divulgação de seus trabalhos em congressos, encontros e mesmo na difusão do conhecimento. Um grande exemplo disso foi a comunidade médica, que buscou no registro cinematográfico uma forma de demonstração de procedimentos cirúrgicos, sintomas de doenças raras e divulgação de curas e tratamentos. O próprio INCE produziu vários destes trabalhos, sendo o primeiro dos filmes produzidos pelo instituto um curta chamado “Lição de Taxidermia”, importante para a divulgação científica na área biológica. Também pelo INCE, foram produzidos filmes de outras áreas acadêmicas, tais como astronomia, história do Brasil e botânica, alguns dos quais exibidos e premiados em festivais do gênero educativo pelo mundo.
Desta forma, enfim, pode-se atestar que a produção cinematográfica com fins educativos no Brasil sempre esteve ligada ao apoio estatal, com mais ou menos intensidade e intervenção. Os grande destaques documentados pela história, tais como o INCE para o cinema e a TV Cultura, para a televisão, são iniciativas públicas, sustentadas por entusiastas e com relativo sucesso na sua produção e distribuição. A utilização do meio audiovisual na educação não data de hoje, nem de alguns anos atrás. Está na gênese do cinema, ou mesmo antes de sua inauguração oficial, e ambos tem suas histórias sempre entrelaçadas. Cabe a produtores, pedagogos, pesquisadores e todos os envolvidos no processo educacional e de produção audiovisual buscar o diálogo e a interação para que esta relação continue se estreitando, afim de que audiovisual e educação busquem juntos aperfeiçoar aquilo que vem construindo há muito tempo.
PFROMM NETTO, Samuel. A odisséia do cinema educativo. In: _________. Telas que ensinam: mídia e aprendizagem: do cinema ao computador. São Paulo: Alínea, 2001.
Há algum tempo, mais precisamente em meados de 2007, li algumas notícias que davam conta de um filme de animação, produzida pela Sony e pela Capcom, baseado em um dos maiores sucessos dos video-games: Resident Evil. E o melhor é que, extamente por serem outros os responsáveis, fiquei muito interessado em ver o resultado desta empreitada, ainda que havia me decepcionado muito quando a Square se aventurou a realizar um longa nesta mesma lógica de Final Fantasy. No final de 2008, sai o filme, e já está nas locadoras brazucas, batizado de Resident Evil - Degeneração, estampando os rostos conhecidos de Leon Kennedy e Claire Redfield como protagonistas. Enfim, um filme que se mostrava fiel à mitologia criada pelos jogos da série, que se iniciou ainda no Playstation 1 no meio dos anos 1990.
Completamente diferente da questionável trilogia de Paul Anderson, que fracassou miseravelmente ao transpor os jogos para filmes live-action, Degeneração surpreende pela semelhança com os games que arrastam até hoje milhares de seguidores, tanto no visual, quanto na estrutura. Pode-se sentir, principalmente nos primeiros minutos, que se está dentro do jogo, ou que aquelas cenas são cinemáticos que logo acabarão e que o expectador vai precisar pegar o joystick e tomar o controle da situação! Ainda que seja um extase completo para fãs do gênero, a fita está muito aquém, no sentido técnico, das animações de Pixar e Dreamworks, por exemplo. A técnica de captura de movimentos não chega nem perto do que foi feito em Beowulf, e os movimentos, em alguns momentos, estão longe de serem naturais. Somando isso à pouca expressividade das personagens, que por vezes parecem bonecos da série Max Steel, a naturalidade e a imersão ficam bastante comprometidas.
Já a narrativa, para os fãs dos jogos, ou mesmo deste gênero cinematográfico, é bastante copnfortável. É simples, mas bastante redonda e fechada em si, o que torna o filme bastante consistente. Os personagens principais já são conhecidos, o que ajuda o desenvolver da trama, já que não é necessário apresentá-los. Mesmo que se conte com expectadores que não conhecem os jogos, ou mesmo que Claire e Leon amadureceram desde suas últimasaventuras nos consoles, de forma geral, os personagens nos parecem mais íntimos. Aqueles que se juntam a eles no caminho da ação assumem os estereótipos, ainda que com algumas surpresas, o que não chega a incomodar. As cenas de ação são bem trabalhadas, como é de praxe na franquia, fazendo com que os problemas sejam minimizados e a diversão esteja garantida.
Enfim, não chega a ser um filme indispensável para todos, já que aqueles que não conhecem o jogo vão sentir, de certa forma, que está faltando algo. Para aqueles que debulham os dedos e são aficionados em encontrar mais uma caixa de munição desde o incidente na Mansão de Racoon City até a eliminação da cidade, o filme é um lugar comum e confortável. Aliás, para muitos resgata os bons tempos onde os zumbis ainda eram as estrelas. Se não é um clássico da sétima arte, certamente honra a tradição da franquia. Muito mais do que aqueles sacrilégios estrelados por Mila Jovovich...
Ficha Técnica
Direção: Makoto Kamiya Roteiro: Shotaro Suga Gênero: Animação Duração: 97 min. Estúdio: Capcom Company Produção: Hiroyuki Kobayashi Música: Tetsuya Takahashi
Abro espaço aqui para postagem de um vídeo-exercício realizado por alunos, na época, do curso de Imagem e Som na UFSCar. Entre eles, eu. Um vídeo sobre relacinamentos em tempos de tecnologia, eu diria. O mais curioso é que, na época, 72 fãs era um absurdo em um certo site de relacionamentos... e hj quem não tem esse número é um grande perdedor.
Créditos novamente para o Felipe Bernardi, que além de tido a idéia original, também produziu, sonorizou e postou o vídeo no nosso queridíssimo YouTube.
Ficha Técnica:
Título: Virtuose Ano de produção: 2005 Direção: Paulo Montanaro Produção: Felipe Bernardi Edição: Gustavo Galembeck Roteiro: Ana Paula Norte Fotografia: Diogo "Diesel" Fujiwara Arte: Ana Paula Norte Som: Felipe Bernardi Música Original: Os Figurantes
Com: Vinícus Paceka, Mariana Tiemi, Clara Canedo e grande elenco. Agradecimentos: O Mazza, aniversariante da festa e a todos os convidados.
Não há dúvidas que o tal voyerismo é uma característica absolutamente humana. Ver, presenciar, acompanhar, assistir... desde os tempos remotos, o homem tem prazer em se dedicar a ver o outro ou outra coisa. O turismo é a expressão mais óbvia desta característica. Conhecer outros lugares, outras culturas, outras coisas, outras pessoas, está na gênese do existir humano. Os animais expoxtos em zoológicos que o digam. Dia após dias as pessoas vem até eles, acenar, chamar, olhar, esperando uma macaquice qualquer para voltarem para suas casas satisfeitas.
Saber da vida de outros também faz parte desta curiosidade. Se isso acontece com os vizinhos, com os parentes ou até com os desconhecidos que se vê passando na rua, ou aquele que deixa a janela aberta, imagine se a casa inteira do outro estiver escancarada durante 24 horas por dia? Demorou , muito até, para que a indústria do entretenimento pensasse nisso. É exatamente com essa premissa, a de poder acompanhar cada segundo da vida de uma outra pessoa e da sua relação com demais, que surgiu, nos países baixos, o programa Big Brother, carro-chefe dos chamados reality-shows. Fenômeno de público, se espalhou rapidamente pelo mundo e, em 2002, chegou ao Brasil. O sucesso, como se já projetava, foi imediatamente refletido na audiência e, desde então, já se vai quase uma década de edições anuais, sempre batendo recordes nos números do IBOPE. Não vou me estender mais nessa história, ou mesmo na descrição que pressupõe o jogo, pois esse não é o objetivo aqui. Para saber um pouco mais sobre esses dados, tais como regras, participantes, e tudo mais que envolve o show, acesse a página oficial do programa ou mesmo o verbete na wikipédia.
O mais surpreendente é que, ano após ano, o roteiro se repete e, ainda assim, o interesse do público só tende a aumentar. Cada terça-feira é um alvoroço multimidiático para saber quem será o eliminado da semana, e nos outros dias, cada movimento provocado pela produção do programa, o tal do "grande irmão", é para incitar a disputa e elevar o nível de conflitos internos de cada participante e os externos com todos os outros. Para o público, resta assistir, e votar para eliminar o participante com o qual menos simpatiza, ou proteger o seu favorito. Quanto à produção, um verdadeiro sucesso: a publicidade do programa custa uma fortuna - e o prêmio milionário é apenas uma pequena fração do investimento que se faz; a edição, ou montagem, é nada menos que genial (até porque editar o material oriundo de 24 horas diárias de dezenas de câmeras em um compacto de apenas quinze minutos, ou uma hora na maior das hipóteses é um trabalho homérico!); e a apresentação de Pedro Bial é certamente interessante. Então, porque o programa gera discussões fervorosas da crítica e de profissionais em educação, mídia, psicologia, filosofia, cultura, dentre outros tantos? Na minha opinião, a resposta para essa questão é o escancaramento da condição ridícula a que pode chegar um homem, ou uma mulher, a troco de fama, sucesso e dinheiro, e o fascínio que isso parece causar em tantas outras pessoas.
Assistir os vídeos que os candidatos enviam para a produção do programa no YouTube, ou mesmo na própria programação da Rede Globo já era uma diversão à parte. A novidade desta nona edição do programa só explicita ainda mais essa condição. A chamada "Casa de Vidro", onde alguns participantes ficaram dispostos durante uma semana em um shopping center do Rio de Janeiro, esperando para saberem se iriam entrar ou não no jogo por um milhão de reais, deixou claro que se perde toda e qualquer noção de ridículo quando se buscar tal objetivo. Os próprios candidatos, em entrevistas, reclamavam da necessidade de sorrir o tempo todo, dormir pouco, usar roupas mínimas e obedecer qualquer capricho de pessoas desconhecidas para que se conseguisse alguns votos. Só faltou um deles se pendurar pela cauda em algum galho para conseguir uma pipoca murcha (se aconteceu, não vi nos trechos editados apresentados pelo programa).
Mais do que em qualquer outro programa, o Big Brother Brasil, ou BBB, promete permitir que qualquer pessoa, de qualquer etinia, sexo ou classe social, possa opinar e julgar os participantes do programa de maneira igualitária. É o delírio coletivo do poder sobre o outro que leva, ano após ano, a audiência do programa a se manter firme e fiel. Ainda que eu não possa analisar o programa quanto a comportamento, ou de relações intra e interpessoais, como provavelmente fazem psicólogos e psiquiatras, vejo que, pela ótica da produção audiovisual, o BBB é, ou não, a expressão do que se acredita mais interativo na pobre TV aberta brasileira: decidir não sobre o produto audiovisual que se está consumindo, mas sobre que macaco merece a maior banana.
Certamente, The Big Bang Theory (ou TBBT para os íntimos) não é um seriado original da sua essência. Tudo o que já vimos antes está lá: um grupo de amigos, onde dois dividem um apartamento, ambiente principal da série; outros cujas casas aparecem de vez em quando; uma vizinha no apartamento em frente; problemas de um condomínio; situações constrangedoras; amores e relacionamentos desastrados pela incopetência por lhe dar com as diferenças... está tudo lá, do jeitinho que outros seriados já estabeleceram, como o sempre memorável Friends. O que diferencia TBBT é, definitivamente, os personagens geniais, em todos os sentidos.
Antes, para os que ainda não viram nenhum episódio, a tradicional sinopse: dois amigos, Sheldon Cooper (Jim Parsons) e Leonard Hofstadter (Johnny Galecki), ambos físicos teóricos e nerds assumidos dividem um apartamento e vivem suas vidas distantes do mundo real. Seu círculo social resume-se à universidade onde trabalham e todas as relações acadêmicas provindas disso e seus outros dois únicos amigos, Rajesh Koothrappali, ou Raj (Kunal Nayyar), um indiano que não consegue falar com mulheres, ou mesmo com homens na presença de uma mulher e Howard Wolowitz (Simon Helberg), um judeu cuja tara o torna ainda menos sociável com outras pessoas "normais" e que tem problemas no grupo por ser "somente" mestre, e não doutor como os demais. Assim, a vida deles se resume à trabalho e jogos on-line, seriados como Batlestar Gallatica e idiossincrasias do tipo. A mudança de Penny (Kaley Cuoco) para o aparatamento em frente, uma pseudo-atriz loira que trabalha em uma lanchonete, para o apartamento em frente ao de Leonard e Sheldon transforma completamente a rotina desses quatro amigos, de modos diferentes, e os coloca em situações desconcertantes que, mesmo com um QI elevadíssimo e sendo gênios em seus mundinhos, eles não estão preparados para lhe dar. Disso resultam situações cômicas e impagáveis, onde eles buscam se adequar às convenções sociais das quais nunca fizeram parte, como festas, bebidas e relacionamentos amorosos.
The Big Bang Theory, como dito anteriormente, se destaca por se concentrar nas personagens. Cada particularidade da construção deles é estremamente minuciosa, ainda que por vezes estereotipada e, de uma forma brilhante, mostra variações do pacotão onde se colocam todos aqueles que se consideram nerds. Os quatro amigos são completamente diferentes entre si, ainda que compartilhem do amor por Star Wars, tenham lido a última HQ de Superman ou ainda estejam no mesmo nível de evolução em Age of Conan. Eles se completam, inclusive na inabilidade de se relacionar com o mundo "normal". Todos eles, a seu modo, não conseguem, ou não tem interesse, de se relacionarem com Penny, o elemento-motor que escancara a cada um deles o quanto seu QI ou seu desenvolvimento científico de nada ajuda no momento de simplesmente convidar a moça para um encontro. Somados aos cinco, outros personagens cativantes também roubam a cena em alguns momentos, como Leslie Winkle (Sara Gilbert) e sua rivalidade com Sheldon, e a enigmática mãe de Howard, de quem só se conhece a voz em seus berros com o pobre menino de 27 anos. Participações como a da irmã de Sheldon e da mãe de Leonard, bem como os vários namorados e amigos de Penny dão um toque especial a esse amálgama de pessoas tão diferentes.
Se você gosta da série, ou ficou curioso em conhecer, pegue logo o seu laptop, encomende seu frango com tangerina, sente-se no lugar perfeito do sofá e aproveite desta série que, despretenciosamente, tem se mostrado uma das melhores surpresas dos últimos anos da TV americana.
Cena de abertura de um dos episódios da primeira temporada: Na minha visão, uma das cenas mais hilárias da história da televisão
Quando J.J. Abrams, criador de seriados como Alias e Lost, anunciou uma nova empreitada na TV americana, o mundo pop inteiro parou para ouvir. A série Fringe, que iniciou sua exibição em 09 de setembro de 2008 lá fora, de cara, já tinha arrebanhado milhares de fãs. Primeiro, exatamente por nascer com o pedigree de Abrams e segundo porque antes mesmo de estreiar, muitas pessoas já haviam visto o episódio piloto, de quase uma hora e meia, já que este vazou na internet e obviamente registrou recordes de downloads no torrent, o que muitos desconfiam ser uma estratégia de marketing pensada pelos produtores. Idependentemente disso, a série está no seu 14º episódio e é considerado o maior sucesso dentre as estréias de 2008.A trama bebe de fontes das mais variadas, algumas das quais outras séries já exploraram e ainda exploram om muito sucesso. A ficção científica de Lost e Arquivo X em eventos e fenômenos além da explicação da "ciência tradicional", além da própria investigação de crimes e casos presente em seriados como Cold Case, CSI e The Mentalist.
"Fringe Science" pode ser traduzida como "Ciência de Borda", o que alguns chamariam de pseudo-ciência que ficaria à margem da grande ciência. É onde se encaixam ramos de parapsicologia, reanimação, telepatia, pregognização, entre outros. Um acidente bio-químico ocorrido em um vôo se mostra só como a ponta de um iceberg onde o mundo é a cobaia para experiências neste campo e é nesse ponto que uma equipe impensável se encontra. Olivia Dunham, agente do FBI; Walter Bishop, renomado cientista que passou 17 anos em um sanatório e seu filho, Peter Bishop, cujo QI é altíssimo, mas seu passado é nebuloso, junto a alguns outros agentes federais, buscam respostas para misteriosos casos a cada episódio, que cada vez mais expõe que todos estão interligados e as peças deste quebra-cabeças ainda passam por organizações governamentais, grandes corporações e todo tipo de maluco.A mistura de suspense, ficção científica e ação policial, somado ao alívio cômico sempre muito bem vindo do Dr. Bishop e a doses extras de mistérios dão o tom de uma das mais vindouras séries que, de original, tem a mistura incomum de gêneros e estruturas consagradas em grandes sucessos atuais da televisão americana. Certamente, uma série a se acompanhar de perto.Trailer de Fringe