segunda-feira, 8 de junho de 2009

As caricaturas de Heroes feitas pelo pessoal do Toon Series


Aproveitando essa onda Heroes aqui no Pensando Imagem e Som, posto também uma série de caricaturas de vários dos personagens do seriado criadas com muita competência pelo pessoal do Toon Series, onde aliás pode-se encontrar estas e outras imagens em tamanho grande. E não é só com Heroes que eles trabalham, mas todo mundo da cultura pop. Descobri o ótimo trabalho deles por indicação da querida amiga da blogosfera Karen, do Defenda a Ilha. Parabéns ao pessoal do Toon Series pelo ótimo trabalho.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A terceira temporada de Heroes - Volume Fugitives

Com a desconfiança que Villains causou, começou o quarto volume, Fugitives, partindo do pressuposto que o governo, na figura do confuso Nathan Petrelli, agora está perseguindo todos aqueles que tem habilidades, afim de proteger a eles e a sociedade como um todo. Neste ponto, o paralelo que sempre era citado entre Heroes e X-Men fica ainda mais evidente e latente, já que há um arco na história dos mutantes da marvel que trata exatamente disso, mas a grande sacada de Heroes, desde quando foi criada, é exatamente o fato de pessoas normais lhe darem com dons especiais. Nada de gente usando capas ou colans amarelos. E foi aí que a série se distanciou dos mutantes das HQs. Vemos uma volta às origens, com Peter trabalhando como enferemeiro, Mohinder como taxista e Claire voltando à escola. A inclusão de personagens como Danko, a nova jornada de Sylar em busca de suas origens e as novas incumbências de Noah Bennet ajudam a série a tomar um novo fôlego, mas nem tudo funciona bem. O tão esperado encontro entre Sylar e seu pai, vivido por John Glover, foi pra lá de decepcionante e só serviu para que o nosso verdadeiro vilão entendesse que o negócio dele era exatamente aquele mesmo: cortar cabeças e aumentar seu poder. Nada de novo.

A grande sacada dos produtores, novamente chefiados por Brian Fuller (um dos responsáveis pela ótima primeira temporada e que estava se dedicando a outros trabalhos), foi diminuir o número de sub-tramas, podendo se dedicar corretamente a cada uma delas. Alguns personagens sumiram por alguns episódios. O foco em duas ou três tramas simplificou o amálgama que a série tinha se tornado. Acabaram-se as viagens no tempo, já que Hiro já não possuia mais tal dom (e pelo jeito talvez jamais o tenha de volta) e também já não se tem mais um festival de ressurreições. Assim, as mortes se tornam mais críveis e são realmente importantes. Ainda que Tracy (a terceira das irmãs interpretadas por Ali Larter) tenha ressurgido ao início do novo volume, Redemption.

Desta forma, a saga dos fugitivos trouxe novos ares ao seriado, tão combalido. A audiência americana parece ainda desconfiada de que a série voltará a ter bons momentos com os da primeira temporada. Danko como grande vilão ainda tem muito a se revelar e até por isso foi mantido vivo. Tracy e seus novos poderes parece ter bom potencial tanto para ser uma grande vilã (e finalmente encontrar o seu lugar na série) e a dupla que divide o mesmo corpo Nathan/Sylar tem grandes possibilidades de trazer momentos interessantes. Peter já não é mais tão bobo e Claire já passou da fase de se lamentar por não ser normal. Hiro tem mais problemas com seus poderes e também precisa reencontrar seu espaço na série. Matt tem novos horizontes com seu filho. Falta saber o que será feito de Mohinder, cuja melhor função depois que conseguiu um dom é narrar os textos de fechamento e abertura de episódios.

Que as férias façam bem à série para que o quarto volume não seja o último. Então, até setembro!

Quer ler mais sobre Heroes? Saber cada detalhe da trama passada e mais notícias sobre tudo que cerca o seriado? Então não perca tempo e entre aqui, no ótimo Blog Heroes Brasil, da colega blogueira Amanda.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A terceira temporada de Heroes - Volume Villains

Heroes surgiu como um fenômeno. Tão rápido quanto outros que surgiram da mesma forma, angariou fãs não só nos Estados Unidos, mas pelo mundo inteiro, graças ao milagre da multiplicação de downloads. No Brasil não foi diferente e logo os blogs e sites especializados pipocavam notícias, resenhas, spoilers e tudo mais relacionado à série. Depois de um temporada, Heroes não foi tão bem na confusa segunda temporada, andou mal das pernas e sofreu com a greve de roteiristas americana. Entrou na terceira temporada prometendo estar dividida em dois volumes, arcos que se iniciam e se fecham em si em torno de uma temática principal.

Em Villains, primeiro arco da temporada e terceiro na cronologia geral da série (ambos os anteriores coincidiram com as temporadas), havia uma expectativa de um aumento no número de malfeitores com poderes especiais, já que nas sagas anteriores, o papel de vilão da série estava sempre ligado ao personagem de Sylar. Dos grandes e perigosos meliantes presos no Nível 5 da Companhia, somente um realmente foi interessante e mostrou ser algo mais que um patife mal-encarado: Doyle. O ex-alguma-coisa de Meredith, mãe biológica de Claire, fez com que ambas passassem por situações limite. Quem realmente surgiu como grande vilão do volume foi o patriarca da família Petrelli, Arthur, mas ele sucumbiu ao final do volume.

Aqui, as mudanças de lado incomodaram um pouco, juntamente com a insistência nas viagens no tempo. Ir ao futuro e ver um mundo apocalíptico já não causa tanto impacto, já que vimos nas temporadas anteriores que qualquer coisa pode mudar o futuro, como na teoria do Efeito Borboleta. Já não nos importamos de Peter e Claire são antagonistas no futuro, porque no final eles vão mudar isso mesmo. nem que Mohinder virou uma criatura asquerosa, que Ando irá matar Hiro pela fórmula, ou que Sylar é um pai de família dedicado... Já as mudanças de Sylar incomodam
não pelas nuances que ele pode apresentar, e todo bom vilão tem de mostrá-las, mas sim porque parece que não há mais o que fazer com ele. Vê-lo cortando cabeças ao meio por duas temporadas é bacana, mas enjoa (tá bom, nem tanto!). Então, nesta terceira temporada, bem como na segunda, ele andou meio perdido no meio de tudo o que estava acontecendo. Protagonizou boas cenas com Elle e com Angella, mas valeu pelo volume no final, quando criou sua versão de Jogos Mortais. Outra que ficou completamente solta e perdida foi Nikki... é como se eles precisassem manter a estrela do elenco, Ali Larter, mas não soubessem mais de que forma fazer isso. E é melhor não falar em Maya, porque essa só entrou para o elenco por alguns motivos narrativos que foram cortados pela greve e ela perdeu sentindo já na segunda temporada. Na terceira, o pseudo-envolvimento dela com Mohinder, outro perdido, não embalou e ela saiu do time de Heroes pela porta de trás. É uma pena, porque a habilidade dela tinha um potencial ótimo para um momento de climax.

Enfim, quase todos os personagens deslocados deram a Peter, Hiro e Claire, novamente, a meta de protagonizar os eventos. O primeiro cometendo sempre os mesmos erros de confiar nas pessoas erradas; o segundo em um embate pessoal com sua Nêmesis, que trouxe bons momentos de humor ao seriado e a terceira com a mesma crise adolescente que parece não passar nunca. Não foi um volume de todo ruim, mas tudo junto parecia um bolo que estava desandando. Se a temporada fosse inteira deste arco, talvez não haveria uma quarta.

Quer ler mais sobre Heroes? Saber cada detalhe da trama passada e mais notícias sobre tudo que cerca o seriado? Então não perca tempo e entre aqui, no ótimo Blog Heroes Brasil, da colega blogueira Amanda.



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Como seria se Lost fosse produzido em animação, pelos produtores de Os Simpsons?


Ok, ok... todo mundo sabe que Os Simpsons e Lost são seriados absolutamente diferentes. Animação e Live-Action, Comédia e Drama, presente eterno e reviravoltas no tempo, e assim por diante. Mas isso não impediu o Dean, do ótimo Springfield Punx de recriar os personagens de Lost com a linguagem desenhada das carinhas amarelas que o mundo ama há 20 anos. O resultado está bem legal e reproduzo aqui algumas das imagens. Há muito mais no site indicado. O que vocês acham dessa versão de nossos perdidos favoritos? Está faltando os coreanos e a estátua de 4 dedos, né... quem sabe ele ainda faz! E leiam mais sobre Lost aqui.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

The Big Bang Theory - o final da segunda temporada

Com algumas semaninhas de atraso, publico hoje uma pequena análise desta segunda temporada de The Big Bang Treory, sitcom já comentada aqui no PIS e que, de imediato, causa um grande interesse, sobretudo na comunidade nerd de todo o mundo. E já que dia 25 foi o tão festejado Dia do Orgulho Nerd*, nada mais justo do que, com um pouquinho de atraso, falar deste ótimo seriado, que descompromissado com a grandiosidade de Lost, Heroes ou outras, traz em sua simplicidade de linguagem um ótimo atrativo.

De início, a primeira temporada havia deixado um ótimo plot, que foi o tão esperado encontro entre Leonard e Penny, que se revelou um grande fracasso no início da segunda temporada, talvez até porque além da insegurança de Leonard em não se achar tão "cool" como ele acha que Penny esperava que ele fosse, Penny também estava insegura por não se sentir no mesmo nível intelectual de Leonard. E talvez esteja aí a grande "antagonice" para que os dois não fiquem juntos, ainda que várias vezes tenha pintado o clima.

Parece até que Penny, aos poucos, vai se adaptando ao mundo dele e de todos os outros e, ainda que timidamente, está se tornando parte deste mundo. Exemplos disso não faltam, como por exemplo quando ela reproduz o trecho que o Sheldon lhe fala sobre o gato na caixa, ou quando se vicia em Age of Conan, quando joga paintball ou até quando vai à loja de quadrinhos... E toda a idéia que tínhamos no início de o seriado ser a tentativa dos quatro amigos de se adaptarem ao mundo real se inverte. É Penny quem está se adaptando.

Esta segunda temporada teve alguns deslizes da produção, como fatos que acontecem em uma semana e, na seguinte, parece não ter existido nunca. Um dos pontos mais falhos para mim foi o fato de Leonard ter namorado por alguns episódios seguidos com uma médica, relação esta que teve até um episódio para tratar basicamente do quanto estava ficando sério, e de uma hora para outra ela some, sem nenhuma explicação, como se ele nunca a tivesse conhecido. Obviamente, quanto menos os episódios conterem explicações do passado, mais fácil será de exibi-los novamente em ordem aleatória, mas realmente é um buraco para quem o acompanha cronologicamente. Outra que apareceu e sumiu sem maiores explicações foi a vizinha de cima, que se mostrava uma das maiores antagonistas de Penny. Claro que é um problema menor perto das grandes vantagens do seriado, mas como tudo que é bom sempre tem algum ponto a melhorar, vamos aqui cornetando.

Pontos bacanas também merecem destaque, como as participações especiais de personagens que deveriam voltar, como a mãe de Leonard. Aliás, a família dos protagonistas é sempre um show a parte, como os sempre presentes pais de Raj no computador, ou a voz hilária da mãe do Howard, personagem dos mais interessantes, mesmo nunca tendo aparecido fisicamente na série. O dono da loja de quadrinhos sempre parece interessante por se mostrar mais inocente que os demais e Leslie sempre é uma incógnita e a única fraqueza de Sheldon. Outra participação interessante e absolutamente nerd foi a presença de Summer Glau, como ela mesma, em um episódio. Para quem não assiste ao recentemente extinto seriado, ela é a exterminadora Cameron de Terminator: The Sarah Connor Chronicles e que causa rebuliço nos nossos nerds. Enfim, personagens interessantes e que acrescentam bastante.

Enfim, uma ótima temporada, mais extensa que a primeira, ainda que o Season Finale dela tenha sido um pouco mais fraca e com um plot menos interessante. e no final da primeira temporada ficamos curiosos para saber como seria a relação de Penny e Leonard, na segunda soubemos que cada vez mais ela está envolvida com ele, sem demonstrar, mas que quando eles voltarem da expedição ao pólo norte, tudo estará da mesma forma. A não ser que haja alguma supresa aí. De qualquer forma, foi uma temporada muito interessante e equilibrada. Tomara que TBBT tenha vida longa, visto que a terceira temporada já está confirmada.

*Dia 25 de maio de 1977 foi o dia de estréia de Star Wars - Uma Nova Esperança, e foi escolhido então para se comemorar o Dia do Orgulho Nerd

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pac-man On-line! Revivendo os bons tempos

Um dos jogos mais clássicos de todos os tempos, Pac-man (ou como eu aprendi na minha gloriosa época de Atari, o famoso "Come-come") é talvez o maior de todos os símbolos de jogos eletrônicos, ou video-games, da curta história desta jovem arte. Com uma narrativa muito simples (que se resume a comer todos os pontos da tela sem ser capturado pelos fantasminhas) e com uma dinâmica envolvente, Pac-man é sem dúvidas diversão garantida até para os mais exigentes jogadores dos dias atuais. E certamente vai desafiar muita gente que faz misérias nos jogos mais complexos das mais novas gerações.

Pronto para reviver a adrenalina e chingar o tal do fantasminha vermelho que corre mais? Então aproveite!


Pac-Man made by Neave Games

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O fim da quinta temporada de Lost e o último período de espera pela próxima...

Como se já não bastasse a overdose de opiniões, teorias, comentários, análises e devaneios sobre o último episódio da penúltima temporada de Lost, que foi ao ar na TV americana no dia 13 de maio, vou aqui dar os meus pitacos, ainda no furor de ter visto o episódio com uma inacreditável diferença de uma semana e depois de ter lido as ótimas postagens de C.A. Monteiro no Lost in Lost, do pessoal do Dude! We Are Lost e de Karen, do Defenda a Ilha. Creio que muitas das teorias levantadas por todo o mundo estão nas últimas postagens deles e não me parece muito inteligente repetí-las aqui. Mas de qualquer forma, não dá pra ficar quieto depois de um final de temporada tão arrebatador como este. Já que fazemos parte de uma nova geração de espectadores, que mais do que apenas receptores passivos, somos parte ativa do fenômeno Lost e dos que se seguem e seguirão, faço aqui a minha parte.

Lost é composto pela dualidade. Oposições não faltam ao longo dos últimos cinco anos, desde o início, com o embate entre o bondoso doutor Jack e o golpista politicamente incorreto Sawyer, passando pelos sobreviventes e os Outros, fé e ciência, Ben e Widmore, Jack (de novo) e Locke, ilha e cargueiro e, somando-se a essa lista, Jacob e o seu nêmesis de nome desconhecido, mas que muita gente já convencionou chamar de Esaú. Mas a maior de todas estas antagonias não está no roteiro, mas sim em nós que acompanhos a série quase que como seguidores de Jacob (ainda que alguns possam questioná-lo de vez em quando). Lost tem fãs completamente diferentes entre si. Uns adoram as relações pessoais, romances, amizades e desenvolvimentos sociais que a série propicia, já que juntou em um mesmo momento, forçadamente, personagens de tão diferentes origens e trajetórias, que acabaram sendo obrigados a conviver e a sobreviver juntos, causando brigas, amizades, desconfortos, relações amorosas, relações de ódio... enfim, relações humanas, sobretudo. Outros são fãs da mitologia construida pela série, que bebe nas mais diversas fontes para criar a sua própria. Parafraseando uma grande frase de Paulo Emílio Salles Gomes, grande estudioso do cinema nacional, nada em Lost é referência, pois tudo o é. Ou seja, o seriado se utiliza de tantas fontes que acaba por se tornar único exatamente porque não se parece com nada e, ao mesmo tempo, é tudo. Não basta saber somente sobre mitologia egípsia, ou sobre o cristianismo, ou sobre a mitologia grega, porque tudo se mistura lá se transformando em algo novo e uniforme. É essa mitologia que faz com que estes fãs percam suas noites de sono atrás de imagens de deuses que se pareçam com uma estátua, ou buscando saber o que significa cada frase em latin dita por Richard, o homem que não envelhece. São fãs do mistério, do suspense, da ficção científica, que ficam imaginando onde esta ilha está, se dentro da terra, se em outro planeta, se em outra dimensão ou plano espiritual, ou se existe mesmo. Posso estar enganado em afirmar que nunca na história mundial algo conseguiu ser a representação viva e inconteste da Babilônia como Lost está se tornando há alguns anos. Se a criação de J.J. Abrams segue alguns dos paradigmas criados por Matrix ao dialogar com o espectador pensante, se difundindo nos mais diversos veículos para ampliar o seu universo e se tornando um genuíno exemplo do que se convencionou chamar de crossmedia, acrescentou algo novo ao alimentar um multiverso ainda maior: o do seu público.

Esta quinta temporada foi sintomática quanto a tudo isso. Trouxe novos elementos à trama, alguns que causaram a fúria de alguns membros da comunidade lostiana, outros que a fizeram aumentar. Tratou de um tema sempre complicado, como as viagens no tempo e todas as suas implicações, mostrou nuances nunca vistas antes de cada um dos personagens, inverteu valores e atribuições e fechou como a série se tornou especialista em fazer: trazendo mais perguntas do que respostas. Alguns se perguntam se isso não é uma coisa ruim, visto que estamos a só desesseis episódios do final da saga, mas eu duvido. Temos mais de 9 meses para gestar teorias e hipóteses, as quais certamente cairão por terra a cada cena da última temporada, como tem acontecido sistematicamente após cada fim de temporada.

Enfim, Carlton Cuse e Damon Lindelof mostraram mais uma vez que sabem onde estão levando a série. O clarão final desta temporada é a grande metáfora deles para nos mostrarem o quanto sabemos sobre a verdade que está por trás da ilha. Mais do que nunca, as expeculações são livres e, certamente, estarão erradas. Só precisamos aguardar, debater, discutir que olho é aquele no meio do tapete fiado por Jacob e o porque ele tocou cada um dos nossos personagens principais em momentos distintos de suas vidas. Mas eu ainda tenho certeza que Rose e Bernard morreram juntos dentro de uma caverna para serem encontrados em 2004. No mais, não sei de nada. E... que bom!
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