domingo, 25 de outubro de 2009

Star Wars - Episódio VI: O Retorno de Jedi

Poderia começar essa crítica da terceira parte da primeira trilogia de Star Wars criticando a tradução do subtítulo. Afinal, Jedi é uma classe de guerreiros e não uma pessoa em si e, portanto, of the Jedi deveria ser algo do tipo dos Jedi. Mas perto de tantas outras traduções ou adaptações absurdas para o português brasileiro, essa nem faz tão mal assim. O que importa mesmo é falar deste filme que fecha, em 1983 (ano que em que nasci!), a trilogia clássica do universo criado por George Lucas. Se Uma Nova Esperança foi revolucionário pela construção de uma mitologia e pelos efeitos especiais, ao mesmo tempo que O Império Contra-Ataca contribuiu para uma expansão deste mesmo universo, além de se aprofundar na construção dos personagens de forma mais obscura e intimista, O Retorno de Jedi tinha a missão de dar um desfecho a todas as tramas desenvolvidas antes e dar cabo da guerra entre o Império e a Aliança Rebelde. E o fez de forma satisfatória, mas não magnífica.

O longa parte de onde o episódio V havia parado. Com o congelamento de Han Solo em carbonite, estabeleceu-se entre o núcleo protagonista o resgate do arrogante piloto das mãos de Jabba (que parece ter desaprendido a falar inglês do quarto para o sexto episódio). Depois da missão bem sucedida, cria-se um plano para terminar de vez com a guerra e se estabelecer de fato a paz no universo. Para tal, é necessário destruir a nova Estrela da Morte que está sendo construída, mais poderosa do que a primeira, e de quebra eliminar o Imperador, que estará no local inspecionando a construção. Para tal, é necessário que se desative o campo de força que protege a obra, cuja fonte está na lua de Endor, em terra, e está protegida pelo exército do Império. Assim, Solo e Leia partem para o planeta cumprir tal missão, ao lado de Chewbacca, R2-D2 e C3PO, enquanto Lando lidera o ataque à estação em órbita. Ainda há uma terceira narrativa paralela que é o grande foco do filme: a transformação de Luke em um cavaleiro Jedi de fato, passando pelo reencontro com Yoda em Dagobah e o seu grande desafio de superar a tentação do lado negro da força.

Por meio destas três tramas, o filme constrói dois climaxes: a batalha final esperada entre Luke e seu pai, Darth Vader, e a batalha espacial definitiva entre as tropas do Império e os Rebeldes. Um grande problema do filme é a sub-utilização do maior grupo de protagonistas na lua de Endor. Solo, Leia e todo o grupo passam o filme todo fazendo amizade com os Ewoks, raça infantilizada de criaturas que os ajudam em sua missão, e destruindo uma estação. Tudo bem que é a missão fundamental do plano de destruição da Estrela da Morte, mas ao mesmo tempo estão todos fora das tramas principais e dos acontecimentos grandiosos. Isso é ruim para o público, que acompanha estes personagens desde o primeiro capítulo da saga e gostaria de vê-los no quebra-pau de fato, e para a narrativa, que o tempo todo está nos preparando para um segundo descendente Jedi, que se descobre mais tarde ser a Princesa Leia, enquanto irmã gêmea de Luke, e nos reforçando sempre que Solo é o maior piloto de todo o universo. Será que a Aliança não teria mais ninguém para explodir um prédio para deixar seu maior piloto liderando um ataque com naves? Ainda que a trama em terra tenha sido sim importante para desenvolver a relação entre ambos, realmente ficou bem abaixo de qualquer expectativa e relegou os demais do grupo a meros coadjuvantes de fato.

Outro problema é a inclusão dos próprios Ewoks como parte tão importante da saga. Não que eu tenha com eles os problemas que outros fãs tem. O que me incomoda é o fato de eles terem tomado uma proporção absurda para a resolução da trama, vencendo um exército bem treinado e muito bem armado de Stromtroopers com zarabatanas, pedras e flechinhas. Na tentativa de infantilizar o longa e de focar também as crianças, a saga se perde na situação ridícula e, depois de tornar esse exército imperial de clones tão temido e respeitado, os destrói em sequências de comédia pastelão. E se pensarmos em tudo o que as guerras clônicas significam para este universo e olharmos para a nova saga, que desenvolve ainda mais a construção desse poderoso exército, fica ainda mais evidente que a solução encontrada é no mínimo equivocada. A importância dada a esses ursinhos é tão grande que a festa comemorando a vitória da Aliança acontece em seu povoado, sendo que deve haver, em algum canto do universo, uma base onde estão todas as pessoas que passaram anos fugindo do império e dando suas vidas pelos seus ideais. De novo, não sou tão xiita ao criticar a figura do Ewok. É a forma como eles tomaram uma importância exagerada no desenvolvimento da trama que me incomoda.

Por outro lado, todo o desenvolvimento entre o triângulo Imperador, Luke e Darth Vader foi muito bem construído. O grande monarca do lado negro da força tentou de todas as formas, algumas realmente muito convincentes, trazer o jovem Luke para o seu lado. Ao mesmo tempo, Vader ia perdendo todas as certezas que havia estabelecido para si e, sem que o Imperador percebesse, era Luke quem estava seduzindo Vader a negar o lado negro. Essa construção de relações foi muito feliz, bem como as cenas de ação entre pai e filho, onde o embate entre sabres de luz era só uma alegoria para o desafio de palavras e argumentos entre eles. Mas, de certo modo, não seria possível convencer o jovem Skywalker por tudo que ele havia passado. Não haviam argumentos tão fortes para trazê-lo para o lado negro, como haviam para Vader em sua época. Anakin sempre foi questionado pelo Conselho Jedi, sempre teve seus atos muito retalhados por Yoda e Obi-Wan Kenobi e viveu todas as contradições que a fé Jedi não permite, sendo as principais delas o romance com Padmé e a tentativa de não permitir a sua morte. Luke não tinha nada disso. Ele sempre foi muito bem tratado e sempre considerado o escolhido, sem ressalvas. Não vivia um romance proibido e não existia nada no lado negro que fosse tão tentador para que ele fizesse essa escolha. Era simplesmente mais fácil, mas obviamente muito ruim. E foi exatamente isso que Vader viu nele e que não havia visto quanto ele próprio foi seduzido e talvez só nesse momento, ele tenha entendido tudo o que havia aprendido em seus tempos de padawan.

No final das contas, Star Wars - Episódio VI: O Retorno de Jedi é muito competente ao fechar uma das maiores sagas cinematográficas de todos os tempos. Apesar dos deslizes, é uma aventura épica muito bem construída, tecnicamente superior aos dois filmes anteriores e que, de todas as formas, satisfaz o que se esperava do final da batalha. Os momentos de despedida entre Luke e dois dos maiores ícones da saga, Yoda e Vader, são realmente cenas clássicas do cinema e certamente valem o longa por si só. Como um todo, a épica história contada por George Lucas reestabeleceu o que chamamos de ficção científica e, até hoje, é cânone para qualquer um que queira se aventurar pelo espaço. E a Força nunca esteve tão forte nele como esteve naquele momento.

Enfim, terminam as postagens sobre a saga clássica e sigamos para a nova trilogia. Será que há um abismo tão grande entre uma e outra? Vejamos a seguir.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

[ Jogo On-Line ] Magic Pen

Na busca por bons joguinhos on-line, encontrei Magic Pen, absolutamente original e divertido. É uma ferramenta de construção livre de possibilidades para se atingir o objetivo, que é muito simples: levar uma bolinha até as bandeirinhas espalhadas pelo cenário. Para tanto, é necessário usar a criatividade para desenhar todo tipo de formas que possam ajudar a cumprir essa tarefa. Círculos, pêndulos, carrinhos, catapultas, gangorras, e o que mais a imaginação permitir podem ser construídos como ferramentas. Tente!

http://www.bubblebox.com/play/puzzle/975.htm



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Superman & Batman - Inimigos Públicos

Não houve tanto alarde assim com o lançamento dessa nova animação da DC (que nesse momento ainda era DC Comics e que agora, com a reestruturação da empresa pelo grupo Warner, passou a se chamar DC Entertainment). Ainda assim, o média-metragem é um trabalho que deve deixar os fãs dos dois maiores personagens da empresa bastante ligados, mesmo não sendo o melhor trabalho a reunir esses personagens. Aliás, está longe disso. Ao tentar fazer um produto para os iniciados e, ao mesmo tempo para os leigos, a DC realmente perde a mão, nivela por baixo e mostra ambos sem nenhum apelo com o seu público cativo, não acrescentando nada de bom e, ao contrário, fazendo caricatura de si mesmos em um fiapo de trama muito mal amarrado que serve mesmo é de motivo para bastante ação e batalhas intensas entre os dois e todo o resto.

A história é baseada no arco de mesmo nome desenvolvido por Jeph Loeb e desenhado por Ed McGuinness e trata da eleição de Lex Luthor para presidente dos Estados Unidos depois de uma séria crise econômica e social e das ações deste para conseguir voltar a opinião pública contra os super-heróis que não trabalharem para ele, dentre eles, obviamente, Superman e Batman. Para tanto, utiliza a desculpa que um asteróide totalmente feito de Criptonita que está vindo em direção à Terra estaria alterando a mente do Homem de Aço, tornando-o violento e perigoso, assumindo para si e para sua inteligência e arrogância a responsabilidade de deter o fim do planeta. Cabe então à dupla, agora com a cabeça a prêmio, conseguir deter de fato o asteróide, desmascarar Luthor e, de quebra, se livrar de todo tipo de herói ou vilão que os persegue.

A trama é bastante primária. Ainda que construída em cima de tudo o que já faz parte do imaginário coletivo sobre todos esses personagens, a impressão é que parece razo demais. Batman é o cabeça da dupla e Superman são os músculos bem-humorados. Simples assim! Além do fato de o Homem-Morcego parecer ser tão invulnerável quanto o seu parceiro, já que aguenta todo tipo de tranco com a mesma invunerabilidade física do cara que coloca a cueca por cima da calça. Além disso, fiquei com a sensação que esse povo é completamente lesado na cabeça. Depois de tudo o que ambos fizeram, será que ninguém ficou desconfiado que Luthor não é o cara bacana que está pregando ser e que o Superman não é um vilão? Quantas vezes mais vão utilizar esse tipo de artifício para colocar os fracos e indefesos contra o super-herói? Para finalizar, um desfecho completamente descabido e que renega tudo o que fora construído. A solução surge assim, do nada, no melhor estilo Deus Ex Machina e no final tudo fica bem. Até pareceria spoiler dizer que o final é feliz, mas em se tratando de uma história de Clark Kent e Bruce Waine, não acho que seja uma surpresa.

O que acaba importando mesmo é o quebra-pau. Se a grande crítica acerca do último longa nos cinemas dirigido por Bryan Singer, Superman - O Retorno, foi a falta de inimigos e de porrada entre o protagonista e qualquer outro saco de pancadas, essa animação está recheada delas, algumas bem interessantes, como a luta contra o Capitão Marvel, ou mesmo a batalha final. Alguns personagens da mitologia da DC acabam morrendo, outros aparecem só para bater cartão e alguns até fazem pontas maiores, como a Poderosa e Metallo. Tecnicamente, a animação obviamente mostra ser um produto para o mercado doméstico e, nesse escopo, não compromete, ainda que seja um traço bastante simples. Mas a sensação que fica é que poderia se esperar algo um pouco mais trabalhado narrativamente do que o que foi apresentado.

Enfim, Superman & Batman - Inimigos Públicos é divertido e, principalmente para os fãs do universo DC, está lotado de personagens e referências bacanas. Passa o tempo bem, mas não acrescenta em nada à mitologia de todos os personagens envolvidos, além de correr o risco de mostrar uma visão distorcida do que é cada um deles. Afinal, para quem realmente não acompanha os quadrinhos, pode ficar a sensação que o Homem-de-Aço não é nada mais do que um monte de músculos, bom moço, e bobalhão. E que o Batman tem algum poder a mais do que deveria ter um humano comum. E não é bem assim. É uma pena que a Warner e a DC não pensem da mesma forma...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Marcas e mais marcas para o PIS!

Pois é, pessoal... ainda que eu não comemore as coisas nas datas, há algumas marcas importantes que o blog tem alcançado nos últimos dias.

Fico muito feliz em estar comemorando 1 ano de blog. Na verdade, o dia exato foi o já distante 03 de outubro. É um prazer e uma honra trabalhar com esse blog e olhar para trás nesses últimos 12 meses dá ainda mais energias para que eu consiga melhorar um pouco mais!

Outra marca importante, completada há poucos dias foi a da 100ª postagem! A média ainda está abaixo do que eu entendo como ideal (uma postagem a cada 3 dias e meio é o que está ocorrendo e a idéia é uma a cada dois dias, ou uma por dia, quem sabe). Ainda assim, é uma marca muito importante. Já falei de tanta coisa bacana aqui e ao mesmo tempo sinto que não falei de quase nada. Isso é bom... assunto é o que não falta para os próximos 50 anos do blog! rs

Pra completar, outro número bem bacana: hoje o blog completou o número de 10.000 visitas. O quer dizer que, somando todas as postagens, houve 10.000 acessos aos textos do blog. É muito gratificante saber que o que tenho escrito aqui está chegando às pessoas e espero chegar a muito mais gente.

Por fim, fica aqui meu agradecimento a todos vocês, leitores e parceiros, anônimos ou conhecidos, que estão fazendo isso tudo valer a pena! Certamente, tenho muito a crescer como blogueiro e esses números só me mostram o quão legal tem sido essa experiência. Muito obrigado!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Star Wars - Episódio V: O Império Contra-Ataca

Em 1980, Star Wars já era um verdadeiro ícone pop, divisor de águas em todos os sentidos no que diz respeito a cinema e entretenimento de massa. Star Wars - Episódio IV: Uma Nova Esperança rendeu dinheiro e prestígio a George Lucas, e o novo episódio da franquia tinha a missão de sedimentar esse trabalho. Foi nesse contexto que Star Wars - Episódio V: O Império Contra-Ataca foi lançado. Hoje, quase 30 anos depois, muitos fãs e críticos afirmam ser este o melhor dentre todos os filmes da hexalogia. E tem vários motivos para isso, visto que, neste episódio, tudo está maior e mais desenvolvido. Narrativa, diálogos, direção, efeitos especiais, mitologia... tudo é mais denso e, assim, tem mais poder na tela.

O tom do filme, como o sub-título anuncia, é um pouco mais tenebroso que o anterior. Se no episódio IV temos o surgimento de um novo herói, com pureza de coração e altruismo, esse novo episódio foca mais os seus esforços no poder e nas ações do grande antagonista de Luke Skywalker, o poderoso Darth Vader. Suas atitudes e comportamento são bastante claros quando mostram que esse é um guerreiro muito poderoso, um líder bastante ditatorial e um homem sem nenhum valor ético ou moral. Para isso, basta ver os tipos de punição que ele aplica a seus subordinados a cada erro ou seus mandos e desmandos nos acordos que fecha durante toda a fita com Lando. Vader é, de fato, o personagem principal deste filme e, no final das contas, é também o protagonista de toda a saga. E, exatamente por isso, esse capítulo tem um tom mais sombrio e pesado, deixando claro que não é tão simples assim vencer o lado sombrio da Força como foi destruir a Estrela da Morte.

Contudo, não é somente Vader que tem espaço no longa. Temos duas tramas paralelas ocorrendo a partir da primeira grande cena, quando o império invade o planeta gelado de Hoth. De um lado, vemos Han Solo, Leia, Chewbacca e C3PO fugindo na Millenium Falcon e chegando à Cidade das Núvens, lar de Lando, um antigo conhecido de Solo. Lá são traídos pelo anfitrião e feitos prisioneiros do império. Conhecemos então, além de Lando, antigo dono da nave que agora é de Solo, Boba Feet, um caçador de recompensas, e talvez um dos personagens secundários mais cultuados do universo Star Wars. E, obviamente, o personagem mais marcante que faz o seu debute na saga é ninguém menos que o maior cavaleiro Jedi de todos os tempos, Mestre Yoda, que fará parte nesse filme do segundo núcleo narrativo, quando treinará Luke que chega ao planeta de Dagobah com R2-D2. É no final do filme que esses dois universos chegam ao ponto comum, no momento em que o intempestivo jovem Skywalker abandona o treinamento para salvar seus amigos. Yoda mostra, nesse capítulo, o quão sábias são suas palavras e o quanto ele domina da Força e é realmente, ao lado de Darth Vader, o maior ícone de toda a saga.

Algumas coisas ainda incomodam pela mesma inocência do roteiro vista anteriormente. Vemos novamente Luke sendo muito devoto a Ben, ou Obi-Wan Kenobi, mesmo tendo passado menos do que 3 dias sendo treinado e orientado pelo velho Jedi. Mesmo Vader cita que seu antigo mestre ensinou seu oponente muito bem. Aliás, a passagem de Luke de um piloto muito competente e um garoto voluntarioso para um Jedi que consegue enfrentar e até atingir o grande Vader é rápida demais. É claro que ainda não havia essa visão geral, mas se Anakin demorou mais de 30 anos da sua vida para atingir o nível de controle da Força apresentado nesse episódio, é um pouco de exagero Luke, com 3 dias de treinamento com Ben e mais 2 dias com Yoda possa ter algo ao menos parecido. Tudo bem que ele foi derrotado, teve sua mão decepada e tudo mais, e que Vader nem estava realmente querendo matá-lo logo de cara, e isso pode demonstrar que o duelo foi só uma brincadeira de Vader enquanto ele tentava convencer Luke a ir para o lado sombrio da Força, mas ainda assim a intenção parecia congelar o jovem padawan e Vader nem chegou perto de conseguir isso.

De qualquer forma, esses detalhes não chegam nem perto de influenciar no resultado final, já que posso afirmar tudo isso tendo uma visão um pouco maior de todo o caminho da franquia e, provavelmente naquele momento não se tinha todo esse panorama de como era realmente o treinamento de um garoto até chegar ao status de Sith ou Jedi. O Império Contra-Ataca tem uma dinâmica bastante interessante ao estabelecer duas tramas paralelas e dá espaço para um aprofundamento das relações entre os personagens. Não só entre Luke e Yoda ou entre Luke e Darth Vader, mas também entre Chewbacca e C3PO, Solo e Lando e, obviamente, a relação de amor e ódio entre Solo e Leia. O desfecho absolutamente aberto já mostrava a certeza da realização de um terceiro episódio, deixando claro que este era um capítulo intermediário e que tinha a missão de complicar as coisas, aprofundar alguns personagens já estabelecidos, apresentar outros e preparar o terreno para o grande e iminente embate final. E ainda há espaço para a revelação mais estrondosa da saga e certamente uma das mais marcantes de toda a história do cinema: "Luke, I'm your father..." Certamente, eu tenho a sorte de poder assistir a'O Retorno de Jedi assim que tiver um tempinho. Posso imaginar como foi a espera do público por três anos naquela época...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Arraste-me Para o Inferno

Havia algum tempo que Sam Raimi não se dedicava ao gênero que o revelou e que o tornou famoso, principalmente com a trilogia Uma Noite Alucinante. Depois de anos se dedicando ao famoso super-herói que todos conhecemos como Homem-Aranha, parece que o diretor resolveu dar um tempo e se divertir realizando um filme descompromissado e que não tem nada a perder. Sim, porque errar com um personagem consagrado como Peter Parker é quase que um pecado fundamental em Hollywood e pode derrubar a carreira de qualquer grande talento (vide Bryan Singer, que se não perdeu seu emprego, já não é a sensação do momento depois do mal-sucedido Superman - O Retorno). Agora, se ele errar em um filme como Arraste-me Para o Inferno, provavelmente pouca gente ficaria sabendo, e quem soubesse pouco daria importância. E exatamente por ser descompromissado com a seriedade que ele volta a fazer o que, nos dias atuais, ninguém faz igual: o horror gore mais cômico e divertido que se pode imaginar. E terror gore não significa trash, longe disso. Ainda que sua estética tenha relações diretas com isso, ele consegue fazer um filme de terror nojento e limpinho ao mesmo tempo. Está ficando cada vez mais confuso, né? Vamos à trama.

Christine Brown é uma agente de crédito que, para impressionar o seu chefe e conseguir uma promoção, se mostra forte ao negar mais prazos e benefícios a uma senhora idosa e aparentemente inofensiva. O que ela não esperava era ganhar uma belíssima maldição com essa atitude, a qual prevê que um demônio, Lâmia, a levaria para o inferno pessoalmente depois de atormentá-la por três dias. Sua batalha então será conseguir evitar que a maldição se confirme e conta com a ajuda de um médium e de um nada crédulo noivo para isso. Uma premissa nada original ou revolucionária que, aliás, não se preocupa nem um pouco em se fundamentar. Quem é Lâmia? É o próprio coisa-ruim? É um de vários demônios? Há uma hierarquia de capetas assim? O inferno é o mesmo que alguma religião relata? Quem se importa? Raimi não está nem um pouco preocupado em mostrar a origem do dito cujo exatamente porque não o leva a sério como muitos fariam. Não há uma explicação, não há uma origem, não há um porquê. A velha a amaldiçoou e pronto. Ela está fu... ferrada se não conseguir evitar o seu terrível destino. E isso basta para deixar o espectador ligado ao caminho da protagonista.

Aliás, se o elenco em um primeiro momento pode não convencer, já que tanto Christine quanto seu noivo parecem mesmo personagens de um filme de high school, vemos em seguida que eles cumprem muito bem os papéis. Principalmente Alison Lohman e sua cara de assutada e desesperada. Ela conseguiu assumir o papel de uma forma tão contundente que, se fosse de outra forma, pareceria realmente algo ridículo. Seu noivo, interpretado por Justin Long, não parecia tão a vontade assim, mas exatamente por não acreditar em nada daquilo acabou fazendo da indiferença uma grande virtude do personagem. E não podemos esquecer de Lorna Raver no papel da Sra. Ganish, a tal velha-bruxa-cigana-demo-sei-lá-mais-o-que, que consegue ser tão nojenta quanto assustadora e, perto dela, o tal Lâmia nem parece tão ruim assim. Tudo isso de um modo que o elenco mostra ter comprado a idéia de Raimi e faz um trabalho muito decente por não levar o filme a sério tanto quanto o diretor.

A narrativa não acrescenta em nada ao cinema, ou sequer ao gênero. É uma soma de situações e desodobramentos do que os anos 80 cansou de reproduzir para esse seguimento. E exatamente por isso, acaba trazendo um ar de frescor para um gênero que se tornou sério demais, e de tão sério ficou chato. Em tempos onde as adaptações de terrores japoneses é que são o ponto máximo do medo, nada melhor do que o resgate de uma forma de fazer terror que consegue divertir ao mesmo tempo que assusta. E o mais engraçado é que, em meio a adaptações, refilmagens, prelúdios, releituras e afins, consegue ser a ponta de originalidade que o cinema norte-americano parece ter deixado de lado. Está tudo lá: zoom no rosto da personagem mostrando medo, o susto da assombração que atormenta, a maldição mal-explicada, o vento abrindo portas e janelas, o cemitério, a velha caolha, chuva no momento de tensão, sangue jorrando aos baldes... tudo o que um bom e descompromissado terror precisa ter. O que é mesmo interessante é que, em tempos de seriedade, o clichê é tudo o que se espera em um filme assim.

domingo, 4 de outubro de 2009

O que os Stormtroopers fazem que nunca foi mostrado...

Ok, ok... eu prometi que a postagem seguinte sobre Star Wars trataria de O Império Contra-Ataca, mas quando vi essas imagens, eu não resisti. Esse Stéfan realmente tem uma grande criatividade em compor situações hilárias com alguns de seus ítens de colecionador. A imagem abaixo é só um exemplo desse trabalho bacana, que pode ser conferido aqui, no Flickr dele.


Nesta coleção, vemos o que fazem os Stormtroopers quando estão fe folga. As vezes se divertindo, as vezes fazendo aquilo que foram treinados para fazer, eles realmente se mostram dedicados ao que fazem. Se foram os anos de guerras ou o poder da Força que os deixaram assim, não podemos saber. Resta-nos rir ao acompanhar esse álbum até o fim, até porque é impossível não ver a próxima foto. E obrigado ao ótimo Território Nerd pela indicação, local onde vi esse link pela primeira vez. É isso aí!
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