Texto de Karen Cristina
Triste coisa é querer bem a quem não sabe perdoar, disse um poeta. Por uma linda estória de amor, Jin e Sun sabem como poucos a praticar o perdão. Ao menos um com o outro.
A bela estória dos dois ultrapassa barreiras sociais, avança por comprometimento e desapego a sonhos e esbarra em deslizes, mentiras e traição. E se renova pelo perdão.
Quando conhecemos Sun, ela parecia a típica gueixa submissa, enquanto Jin era o marido tirano. Com o tempo descobrimos que as aparências enganam.

Por mais pesado que soe o envolvimento dele com a máfia coreana, Jin foi o peso do bem em meio ao mal. Poupou vidas, tentou fazer o melhor mesmo tendo o pior como única fonte porque se há algo que não se pode negar é a grandeza do coração do coreano. Ajudou quem pode na Ilha, renasceu e se viu em todas as provas possíveis.

Na Ilha, mais uma vez se viu afundada em mentiras. Talvez porque fosse mentirosa por natureza, talvez porque quem está certo mesmo é House, e Everbody Lies. O certo é que só assumiu que falava inglês por questão de vida ou morte. Mas Sun sempre foi doce, meiga. E se fortaleceu a cada nova prova. Como Juliet, é uma ótima representante do sexo feminino. Ela tem a capacidade de fazer o que deve ser feito, e com classe.
O irônico na estória do casal é que ambos guardavam um passado de arrependimento por tomar atitudes e decisões que imaginavam ser fundamental para manter o casamento. Jin queria manter Sun nos padrões de vida que ela sempre teve, o que para ela era o mais irrelevante. Enquanto Sun tentando encobrir a verdadeira identidade da mãe de Jin o jogou diretamente no trabalho sujo do pai.

E o perdão veio justamente da parte de um homem de uma cultura altamente machista. Jin perdoa, se desculpa e assume a culpa pelo afastamento da esposa. É de Jin, aliás, uma das frases mais belas de Lost, além de muitos momentos puros de romantismo.
Ao pedir a mão de Sun para seu pai, um lindo momento.
Como posso entregar minha filha para um homem que desiste de seus sonhos, pergunta sr. Paik.
Porque ela é o meu sonho – responde Jin.

A prova maior dos dois foi a separação involuntária gerada pela explosão do cargueiro. Em uma cena emocionante, vimos Sun perder seu grande amor. E no seu grito de dor, no seu desespero, a coreana perderia o que tinha acabado de reencontrar. Foi cruel e muito triste.
Sun nunca se recuperou. Nos três anos em que esteve fora da Ilha, só quis se vingar. Enfrentou o mundo do pai, a frieza das viagens de negócios, caçou Benjamin Linus, se aliou a Widmore. Tive medo dela. E para ter uma chance de rever Jin, Sun abriu mão da filha. Voltou para a Ilha sabendo que dificilmente retomaria a vida no continente.
Enquanto Sun sacrifica a maternidade pelo marido, Jin prefere mantê-la longe do inferno que se transforma a Ilha durante o período de viagens constantes do tempo.

Resta-nos esperar pelo reencontro. Deve ser, sem dúvida, mais um dos momentos inesquecíveis da série, carregado de dramaticidade e com uma trilha sonora de arrepiar ao fundo. Aposto que irá ocorrer. Talvez não tão de cara, logo no início da temporada. Ou talvez, pensando melhor, caso ocorra o reebot, o reencontro passe em branco...
O que é impossível negar é a solidez do amor entre Jin e Sun. O casal que superou muito mais do que diferenças sociais. O casal que nos ensina o perdão.
Pitaco do Paulo
Sun e Jin nunca pareceram o casal perfeito. E de fato, nunca o foram enquanto casados.

4 comentários:
Parei de acompanhar o Lost na segunda temporada, depois só vi um ou outro episódio solto...
Seu blog é um ótimo universo! Já te sigo, bem de perto, abs
Nooo
Fiquei mó triste qnd o Jin morreu.
Depois revoltado qnd ele estava vivo.
Lost é isso... uma confusão que eu adoro!!!
Abraços
Brunno
Texto LINDO!
Parabéns!
Muito bom texto!
Espero que eles se reencontrem na ultima temporada!
;D
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