domingo, 21 de junho de 2009

Blogagem Coletiva - Minha Música, Meu Momento

Ciclo Sem Fim (Circle os Life)

Fazendo uma relação bem intrinseca entre música e cinema, imagem e som, como o blog sempre se propôs, eu participo desta blogagem proposta pela companheira na blogosfera Nade, do Jeito de Ser com esta proposta: o meu momento está ligado à esperiência audiovisual.

Quando se fala em música no cinema, não há como não nos lembrarmos de temas românticos, ou de ação, que nos marcaram. Everything I Do, de Robin Hood, ou I Don't Wanna a Miss a Thing, em Armaggedon são grandes exemplos disso. Nem preciso lembrar de My Heart Will Go On, de Titanic, né? Quem ainda não cantarola os maravilhosos temas compostos por John Williams para Star Wars, Superman, Tubarão, Indiana Jones, Jurassic Park ou ET? É quase impossível resistir a acompanhar esses temas quando começam a tocar em qualquer canto. Contudo, hoje vou lembrar de um momento importante para mim em relação ao cinema.

Em 1994, já com 11 anos de idade, eu nunca havia ido ao cinema, salvo em um filme dos Trapalhões, mas eu era muito pequeno para me lembrar. A escola organizou uma excursão para assistir a uma animação da Disney que estava lotando as salas pelo mundo inteiro. Ainda era cinema de rua, ou de praça. Não foi em um shopping. Era um dia de sol e as escolas formavam filas enormes para entrar naquela sala que tinha dois andares de cadeiras (alguém se lembra de salas de cinema assim?). Entramos. Eu mais perdido que cachorro em dia de mudança fui procurando lugar para sentar com os colegas, obviamente no ponto mais disputado do cinema, no andar de cima. Depois de acomodados é que percebi o que era aquilo. Não era como ver na TV, seja qual fosse o tamanho dela. Quando as luzes se apagaram e um clarão surgiu na tela, o local ficou em silêncio. Não houve trailer. Uma música com tom africano surge dos auto-falantes como um grito e um nascer do sol nos encanta.

Como alguns já devem imaginar, era O Rei Leão que eu estava assistindo. O primeiro filme que eu vi no cinema verdadeiramente. E durante toda a introdução do filme, foram muitas as sensações que tive, ao som de Ciclo Sem Fim, originalmente composta por Elton John, o que não me importava nem um pouco naquele momento. Os animais foram aparecendo... os menores e os maiores. Era o desenho mais fantástico que eu já tinha visto e a música, pela primeira vez, não me incomodou dentro de uma animação. E quando ela é retomada e Simba é elevado por Rafiki, eu entendi exatamente o que era aquele momento e isto ficou marcado pelo resto da minha vida. Naquele instante, eu descobri que cinema faria parte de mim.

Esta postagem é feita em parceria com uma galera. Veja os outros parceiros nessa blogagem coletiva, no Jeito de Ser. É uma experiência fantástica participar de uma blogagem coletiva. Essa é a primeira da qual participo, de muitas. Quero agradecer o apoio da Nade e convidá-los para visitar todos os blogs que estão participando, a seu modo, deste belo trabalho. Clique na figura ao lado.
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