quinta-feira, 4 de junho de 2009

A terceira temporada de Heroes - Volume Villains

Heroes surgiu como um fenômeno. Tão rápido quanto outros que surgiram da mesma forma, angariou fãs não só nos Estados Unidos, mas pelo mundo inteiro, graças ao milagre da multiplicação de downloads. No Brasil não foi diferente e logo os blogs e sites especializados pipocavam notícias, resenhas, spoilers e tudo mais relacionado à série. Depois de um temporada, Heroes não foi tão bem na confusa segunda temporada, andou mal das pernas e sofreu com a greve de roteiristas americana. Entrou na terceira temporada prometendo estar dividida em dois volumes, arcos que se iniciam e se fecham em si em torno de uma temática principal.

Em Villains, primeiro arco da temporada e terceiro na cronologia geral da série (ambos os anteriores coincidiram com as temporadas), havia uma expectativa de um aumento no número de malfeitores com poderes especiais, já que nas sagas anteriores, o papel de vilão da série estava sempre ligado ao personagem de Sylar. Dos grandes e perigosos meliantes presos no Nível 5 da Companhia, somente um realmente foi interessante e mostrou ser algo mais que um patife mal-encarado: Doyle. O ex-alguma-coisa de Meredith, mãe biológica de Claire, fez com que ambas passassem por situações limite. Quem realmente surgiu como grande vilão do volume foi o patriarca da família Petrelli, Arthur, mas ele sucumbiu ao final do volume.

Aqui, as mudanças de lado incomodaram um pouco, juntamente com a insistência nas viagens no tempo. Ir ao futuro e ver um mundo apocalíptico já não causa tanto impacto, já que vimos nas temporadas anteriores que qualquer coisa pode mudar o futuro, como na teoria do Efeito Borboleta. Já não nos importamos de Peter e Claire são antagonistas no futuro, porque no final eles vão mudar isso mesmo. nem que Mohinder virou uma criatura asquerosa, que Ando irá matar Hiro pela fórmula, ou que Sylar é um pai de família dedicado... Já as mudanças de Sylar incomodam
não pelas nuances que ele pode apresentar, e todo bom vilão tem de mostrá-las, mas sim porque parece que não há mais o que fazer com ele. Vê-lo cortando cabeças ao meio por duas temporadas é bacana, mas enjoa (tá bom, nem tanto!). Então, nesta terceira temporada, bem como na segunda, ele andou meio perdido no meio de tudo o que estava acontecendo. Protagonizou boas cenas com Elle e com Angella, mas valeu pelo volume no final, quando criou sua versão de Jogos Mortais. Outra que ficou completamente solta e perdida foi Nikki... é como se eles precisassem manter a estrela do elenco, Ali Larter, mas não soubessem mais de que forma fazer isso. E é melhor não falar em Maya, porque essa só entrou para o elenco por alguns motivos narrativos que foram cortados pela greve e ela perdeu sentindo já na segunda temporada. Na terceira, o pseudo-envolvimento dela com Mohinder, outro perdido, não embalou e ela saiu do time de Heroes pela porta de trás. É uma pena, porque a habilidade dela tinha um potencial ótimo para um momento de climax.

Enfim, quase todos os personagens deslocados deram a Peter, Hiro e Claire, novamente, a meta de protagonizar os eventos. O primeiro cometendo sempre os mesmos erros de confiar nas pessoas erradas; o segundo em um embate pessoal com sua Nêmesis, que trouxe bons momentos de humor ao seriado e a terceira com a mesma crise adolescente que parece não passar nunca. Não foi um volume de todo ruim, mas tudo junto parecia um bolo que estava desandando. Se a temporada fosse inteira deste arco, talvez não haveria uma quarta.

Quer ler mais sobre Heroes? Saber cada detalhe da trama passada e mais notícias sobre tudo que cerca o seriado? Então não perca tempo e entre aqui, no ótimo Blog Heroes Brasil, da colega blogueira Amanda.



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