quarta-feira, 8 de julho de 2009

Fringe - 1ª Temporada

Há alguns dias terminou de ser exibida na TV americana a primeira temporada de Fringe, (já não tão) nova série de J. J. Abrams. Chegou já com status de uma grande promessa, já que era sempre comparada a Lost não só pelo criador, mas também pelo investimento em seu episódio piloto. No final de 20 episódios, o resultado está de acordo com o que se esperava, ainda que a série não tenha se tornado o novo fenômeno que Lost fora. Não me extendendo nessas apresentações, que já foram feitas aqui no blog, vamos à análise da temporada em si.

Com episódios que se fecham, Fringe apresenta uma estrutura diferente de seu co-irmão. Há sempre um caso, como em diversos outros seriados policiais e de mistério, onde cada um dos eventos faz parte de um plano maior, trama que permeia o seriado e que, por algumas vezes, acaba sumindo, e por outras é extremamente ligado ao caso. Isso faz com que muitos episódios pareçam desconexos do todo. Ainda que interessantes, não parecem acrescentar muito ao total. Mesmo assim, permitem que os personagens principais sejam desenvolvidos e suas facetas sejam reveladas. Olivia se mostra uma mulher muito forte e decidida, ainda que seja bem instável emocionalmente. A medida em que vai descobrindo como ela se encaixa naquilo que se convencionou chamar de "O Padrão", todas as suas ações e pensamentos se voltam para isso, fazendo com que ela beire a paranóia. A relação entre pai e filho de Walter e Peter também progride, ainda que o fato de Peter sempre desconfiar das teorias do pai sobre cada um dos casos, mesmo sendo absurdas, acaba se tornando repetitivo e até chato. Depois de resolver inúmeros casos só com as próprias teorias, ou conhecimento de causa, Walter já merece um pouco mais de crédito. Seu filho o trata como louco, pouco antes de comprovar que seu pai está certo a grande maioria do tempo.

Aliás, a química entre os personagens é muito boa. Se Peter sempre tem algumas falas recheadas de sarcamo, é Walter quem reserva os melhores momentos cômicos, principalmente quando trata cada caso bizarro com fascínio e encantamento. Já os personagens que estão em torno dessa pouco provável equipe são geniais. O chefe de Olivia, Phillip Broyles, se mostra sério e compenetrado, mas muito solidário e completamente engajado na confiança que deposita na agente. Charlie e Astrid dão um suporte fundamental às operações e Nina Sharp consegue se manter no limite entre aliada e inimiga. o poderoso Willian Bell esteve ausente durante toda a temporada, mesmo sendo um dos principais nomes da série, e parece que terá muito mais importância no segundo ano.

O que fica mesmo desta primeira temporada são as grande revelações de seus episódios finais. A questão das realidades paralelas amplia completamente as possibilidades e o multi-verso de Fringe de tal forma que a segunda temporada tem muitas possibilidades de aprofundar mais cada uma das questões colocadas na primeira. Um grande mistério vai se desenhando e, nesse ponto, a série consegue encontrar o equilíbrio entre o ciclo episódico e a grande trama, agradando tanto aqueles que querem ver logo suas questões respondidas, como aqueles que buscam algo a mais do que o caso da semana. E que sejam muitos os neurônios a se queimarem no processo. Depois do plano final desta primeira temporada, nada mais pode ser previsto.

Estou criando um tópico sobre essa primeira temporada de Fringe lá na comunidade do PIS no Orkut. Aliás, você já faz parte? Se não faz, acesse aqui. Se sim, vamos direto à discussão aqui.
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