terça-feira, 19 de maio de 2009

Sonic on-line: jogue agora mesmo!

Já remontam alguns anos onde eu e meu bom e velho Master System passávamos horas juntos, longe de tudo e de todos, na grande missão de alcançar as famigeradas Esmeraldas Caóticas e ajudar o ouriço azul (ainda que tenha quem teime em dizer que era um porco-espinho, já que a Tec Toy do Brasil o divulgou como tal) a vencer o malfeitor Dr. Robotnik (ou Dr. Eggman nas versões orientais) e livrar seus amiguinhos da floresta de um grande mal. O jogo, no bom e velho estilo plataforma, era diversão garantida e uma ótima alternativa ao já famoso encanador da Nintendo, concorrente da Sega no mercado dos consoles caseiros. Vieram as leis de mercado, mudanças de paradigmas, final da Sega enquanto fabricante de consoles (devido ao fracasso comercial do Dreamcast) e Sonic acabou cedendo espaço a milhares de outros personagens no imaginário coletivo dos jogadores mais novos. Mas jamais vai deixar de ser um clássico! Quer matar a saudade? Quer jogar pela primeira vez? Aproveite!



Créditos para http://www.icongamez.com/

domingo, 17 de maio de 2009

m-Learning e os novos paradigmas de uma sociedade na "Idade Mídia"

O conceito de Mobile Learning, ou simplesmente m-learning, tem tomado força nos últimos tempos de crescimento da educação a distância. Basicamente, a tradução literal do termo já explica o que caracteriza esta nova forma de se educar: é o aprendizado móvel, ou mobilidade no aprendizado. Nascido na Europa no conceito de globalização e da locomoção livre dos cidadãos do velho continente trazido pela União Européia, o m-learning se apresenta como uma grande alternativa, a médio e longo prazos, de tornar a educação mais presente na vida das pessoas, extrapolando a educação formal e escolar e atingindo todos os níveis de convivência e relacionamentos sociais e profissionais de cada um de nós.

O mundo vive hoje uma era multimidiática e de comunicação contínua, apelidada por muitas pessoas como a "Idade Mídia". As demandas para que cada indivíduo possa estar conectado com o mundo de informações cada vez mais gigante surgem a cada dia, das coisas mais simples, como ir ao supermercado, até as mais complexas, como a própria formação escolar e a atividade profissional. Não são raros os casos onde alguém precisa estar conectado 24 horas ao seu trabalho para que o faça de maneira correta, competente e eficaz. Exemplos de médicos, economistas e jornalistas que se utilizam do celular, notebook ou palmtop para obter informações importantes para eles não faltam. Já no contexto educacional, a comunicação móvel parece estar se tornando parte imprescindível de uma formação contínua, ainda que apresente limitações que são importantes de serem sanadas.

Ainda que a idéia de aprender por dispositivos móveis não seja tão nova assim - há algum tempo existem cursos de línguas, por exemplo, totalmente em fitas-cassete que podem ser ouvidas e praticadas em qualquer lugar, desde que o usuário/aprendiz tenha um walkman no bolso - o conceito está ganhando força exatamente pelas possibilidades únicas de imersão que as novas tecnologias permitem: a comunicação síncrona, contínua e em várias mídias diferentes. Diferente de apenas áudio, agora é possível receber texto, imagens e vídeos em um único aparelho celular, no momento em que são produzidos, e de qualquer parte do mundo.

Desde um simples SMS, acessível hoje a metade da população mundial, porcentagem essa que já possui um aparelho de telefone celular, até vídeos em tempo real, recurso este um pouco mais restrito a camadas mais abastadas financeiramente, os aparelhos móveis permitem uma comunicação cada vez mais completa entre indivíduos ou entre grupos inteiros. Mais do que o relógio de pulso, que há décadas estabeleceu uma nova rotina social sincronizada, o aparelho celular permite um contrato comum de comportamento e comunicação sem limites espaço-temporais. Uma revolução no sistema de comunicação global, que estabelece uma nova linguagem entre os iniciados e que parece aumentar ainda mais as desigualdades, mas que ao mesmo tempo abre possibilidades sem precedentes de levar informação e educação não-formal como nenhuma outra tecnologia.

O custo ainda elevado de aparelhos móveis - não só celulares, mas também de MP3, MP4, MP10 e MPsei-lá-até-que-número, bem como a diferença tecnológica entre todos eles, faz com que seja muito difícil a adoção de práticas educativas móveis em grande escala com certa variação de mídias. Nesse momento, somente o famoso Torpedo SMS é um padrão comum a quase todos os aparelhos celulares. Talvez em alguns anos imagens fotográficas e arquivos de áudio estejam tao difundidos como as mensagens de texto. Mas ainda assim, o que hoje são vários e vários projetos e estudos precisa de muita adequação para que não seja somente mais um instrumento de exclusão e de aumento das desigualdades. No final das contas, o m-learning parece ser uma metodologia restrita de aplicação tecnológica para educação, mas em alguns anos - e não muitos - não estaremos discutindo a viabilidade da aplicação destes recursos, mas como explorar essas possibilidades. Será um momento em que a educação móvel não será só uma idéia, mas uma necessidade social.

Referência de Leitura:

BULCÃO, Renato.
Aprendizagem por m-learning. In: LITTO, Fredric M.; FORMIGA, Marcos. Educação a distância: o estado da arte. Pearson Education: Porto Alegre, 2008. p.81-86.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Star Trek, o que já foi Jornada nas Estrelas...

Pois é... os tempos mudam. Com a geração internet, os nomes de filmes e seriados cada vez mais deixam de ser traduzidos, ou adaptados para a língua local. Com séries, essa característica é ainda maior. Os fãs começam a acompanhar os episódios dos seriados norte-americanos (ou de qualquer outra parte do mundo) antes mesmo de uma emissora brasileira, aberta ou não, comprar os direitos de exibição e traduzir para o idioma local. E quando chegam, já está no imaginário coletivo de muita gente com o nome original. É assim com Lost, com Prison Break, Heroes, e até mesmo Friends, que é anterior a essa febre dos torrents da vida. Alguns ainda adaptam os nomes, como Smallville, que ganhou um as aventuras do superboy como subtítulo, ou Monk, que tem a frase um detetive diferente acompanhando a exibição nacional. Mas tudo é pró-forma. No final, quem assiste, assiste a Monk ou a Smallville. E logo vão assistir Fringe, True Blood, Damages...

Mas o que isso tem a ver com o assunto desye post, afinal de contas? Como o filme ainda não estreiou, deixo aqui o widget de Star Trek, que um dia, em uma galáxia muito distante, já foi chamada pelos brasileiros de Jornada nas Estrelas, assim como o termo Guerra nas Estrelas foi apagado do mapa como se nunca tivesse existido para dar lugar ao nome "mundial", Star Wars. E para uma nova geração que não viu a série original na TV, Jornada nas Estrelas, a partir de agora, será somente uma vaga referência dos pais. Em um esforço de revitalizar a lendária franquia, J.J. Abrams, um dos nomes mais celebrados pela cultura pop atual, começa do zero, passando uma borracha nos péssimos últimos filmes produzidos para o universo e trazendo outros ares para novos e antigos fãs. As críticas e comentários de quem assistiu, trekker ou não, estão excelentes. Agora, é conferir os resultados nos cinemas. Assistamos Star Trek então. E quem quiser ver Jornada nas Estrelas vai ficar perdido quando for comprar o ingresso no cinema
...




segunda-feira, 13 de abril de 2009

As relações entre a TV educativa e a TV comercial

A relação entre televisão educativa, tal qual a concepção de Pfromm Neto, e a televisão comercial sempre foi muito intensa e cheia de conflitos nas suas definições, conforme interesses e agentes envolvidos. Mesmo antes de emissoras públicas de caráter educativo surgirem no país, as televisões comerciais pelo mundo, desde já os anos 1940, exibiam programas de cunho didático-pedagógico. No Brasil, a partir do surgimento da televisão já na década de 1950, algumas foram as iniciativas de fundações e entusiastas em criar e difundir programas que tinham por finalidade primordial o de ensinar. Neste ponto, é recorrente que se utilize do termo “educativo” para designar qualquer programa que tenha por intenção, da sua concepção à exibição, passar conhecimento.
Por alguns anos, os canais comerciais brasileiros, a se destacar a Rede Globo, a TV Tupi e a Independentes, exibiram programas educativos por uma obrigação legal, veiculando, na maioria das vezes, programas produzidos por emissoras educativas. Outras possibilidades foram exploradas, como parcerias entre TVs públicas e privadas, ou mesmo canais comerciais que produziam seus programas educativos para posterior distribuição em outros canais. Aqui, novamente o que se entende por educativo, tanto nas emissoras comerciais quanto nas públicas, vem a tona, já que não há uma lista de especificações, ou de critérios, para tal definição. Esta é, portanto, subjetiva e se apresenta de acordo com os interesses envolvidos.
Tanto no Brasil como em outros países, tais como os Estados Unidos, a televisão educativa teve uma ótima expansão nos anos 1970. A legislação, por um lado, obrigava os canais de cunho comercial a exibir uma certa carga horária semanal de caráter educativo, enquanto as emissoras públicas se dedicavam a essa produção. Sem dúvidas, a televisão é um dos mais amplos e difundidos veículos de distribuição de conhecimento e, assim, um potencial instrumento de ensino, independente do avanço da tecnologia de outros meios, como internet, por exemplo. No caso das TVs públicas, foram vários os nomes de profissionais envolvidos na produção destes programas, sejam eles técnicos audiovisuais ou especialistas das mais diversas áreas, a se destacar da psicologia e da pedagogia.


Bambaleão e Silvana, vinheta exibida pela TV Cultura nos anos 80/90

Ainda pode-se colocar as dificuldades que essa programação específica enfrenta em nosso país. Sejam elas financeiras, tecnológicas e até mesmo ideológicas, as razões pelas quais as emissoras educativas sempre estão a mingua se colocam como grandes obstáculos a sua ampla divulgação e implementação. Somando-se a isso, há pouco espaço nas emissoras comerciais para essa programação, visto que dão pouco ou nenhum retorno financeiro, já que não atrai um grande público, e, portanto, grandes investidores. Desta forma, ainda que haja uma grande profusão de canais, emissoras, produtoras e retransmissoras de TV no Brasil, fazendo com que esta cumpra um papel importantíssimo na construção do imaginário coletivo da população brasileira, no seu comportamento e padrões sociais, há ainda muito o que se avançar no sentido da utilização deste importante meio de comunicação com fins educacionais.


PFROMM NETTO, Samuel. Televisão e videocassetes ensinam - e bem. In: _________. Telas que ensinam: mídia e aprendizagem: do cinema ao computador. São Paulo: Alínea, 2001.


sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Era do Gelo 3 está chegando...

Pois é... está chegando o momento da estréia do terceiro "A Era do Gelo", dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, que também dirigiu o segundo e co-dirigiu o primeiro. Esta franquia é uma das mais bem sucedidas do seguimento da animação e, nesta versão que será lançada em 3D, promete manter o padrão, como os trailers e cenas divulgadas prometem. Até mesmo a premissa de misturar os nossos personagens aos dinossauros, questionada quanto ao óbvio fato deles não terem co-existido, parece ter uma explicação bastante convincente, na diegese do longa. A estréia está longe ainda, mas segue a divulgação. Se "Monstros vs Alienígenas" se mosttou uma grata surpresa, esperemos bastante também desta nova aventura pré-histórica.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BBB 9 - Pela primeira vez, um jogador confesso ganha o jogo

Essa não é a primeira vez que falo desta edição do Big Brother Brasil, reality show produzido e transmitido pela Rede Globo de Televisão e que, neste ano, completou a sua nona edição. Também não será a primeira, e pelo promessa de novas edições, não será a última vez que falo aqui sobre a tal da macaquização a que os tais participantes se submetem em busca de votos, admiração, torcida e audiência para si. Definitivamente, a cada nova evolução, o programa mostra o quanto as pessoas precisam produzir um personagem cuja função é angariar simpatizantes.

Na final transmitida nesta última terça-feira, 07 de abril, três meses após o primeiro programa que apresentou os competidores, ocorreu um detalhe que até então não havia ocorido. Se o tal show se propõe como um jogo, onde o vencedor recebe um prêmio milionário, é a primeira vez que um competidor que se assumiu enquanto tal consegue vencer. Em um misto de hipocrisia e inocência, o público em outras edições condenava, sistematicamente, todos aqueles que assumiam estar jogando. No futebol, show pelo qual eu tenho mais apreço, seria o mesmo que dizer que o melhor jogador é aquele que entrou em campo só para brincar e o pior é aquele que joga sério, compenetrado e focado no seu objetivo. Estranha a antítese.

De certa forma, o público fiel do tal BBB acaba por amadurecer. Se não é um programa culto, reflexivo, artisticamente planejado, até porque nunca se propôs a tal, o Big Brother não é mais o show de horrores e de estereótipos de outrora. Não é mais um programa onde o único objetivo é... não ter objetivo, a não ser ficar lá. A produção do programa também teve que amadurecer. Provas e missões que exigem mais dos participantes, reviravoltas no jogo que o torna menos previsível e outras artimanhas criadas, primeiro para angariar audiência, acabaram por transformar o confinamento puro e simples em um jogo maior, de raciocínio, resistência e frieza. Se continua sendo um zoológico, acaba sendo uma jaula onde pode-se observar os macacos competindo de verdade pela banana maior.

Ah, e antes que eu me esqueça, o tal jogador que jogou, disse que estava jogando e ganhou o jogo é o tal do Max. Mas no final, isso é o que menos importa, não é mesmo?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Monstros vs Alienígenas e a Tecnologia 3D da Dreamworks

Estamos próximos da estréia de um dos marcos da aplicação da nova tecnologia 3D nos cinemas. O filme Monstros vs Alienígenas, da Dreamworks, promete apresentar a tecnologia própria da empresa para esse sistema de exibição cinematográfica, tal como outras produtoras. A intenção é dar um passo a frente não só na experiência de se ver um filme em três dimensões, cujas experiências já existem há mais de 50 anos. A exemplo de Coraline, os produtores prometem um filme onde a terceira dimensão não é somente um recurso de imersão e diversão, mas também, e principalmente, narrativo. Então, fiquem com o trailer e, na época de sua estréia, que se aproxima, falaremos um pouco mais se essas intenções se materializam no filme.

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